
Resumo rápido
O Travel Tech Hub Day 2026 acontece hoje, 24 de agosto, no Tivoli Mofarrej em São Paulo, das 8h às 20h, com o tema “Go. Live! Now!” — sair da teoria sobre IA e partir para a aplicação prática. São três trilhas simultâneas (Think, Lead e Build) pensadas para perfis diferentes dentro da mesma agência. Mesmo quem não está lá pode aproveitar o que sai de lá hoje.
O dia que virou data no calendário do turismo
Depois de meses de expectativa — e de patrocinadores como Copastur, HotelDO e Mobility confirmados desde julho — o Travel Tech Hub Day chega à sua terceira edição hoje, 24 de agosto, no Tivoli Mofarrej, em São Paulo. O evento reúne profissionais de tecnologia, turismo, inovação e negócios num dia inteiro de programação, das 8h às 20h, organizado pela comunidade Travel Tech Hub em parceria com a PANROTAS (Visite São Paulo).
O tema desta edição resume bem o momento do setor: “Go. Live! Now!”. Depois de dois anos de eventos girando em torno do conceito de IA — o que é, como funciona, quais os riscos — 2026 é o ano em que a conversa muda de figura. O foco deixou de ser entender a tecnologia e passou a ser: o que a sua agência já devia ter colocado no ar e ainda não colocou (PANROTAS).
Três trilhas, três agências dentro de uma
Uma das mudanças mais úteis desta edição é a divisão da programação em três trilhas simultâneas, cada uma pensada para um tipo de profissional dentro da operação de uma agência de viagens — o que ajuda quem manda alguém representar a empresa a escolher a trilha certa em vez de tentar acompanhar tudo ao mesmo tempo:
Think, focada em inteligência artificial: para quem ainda está decidindo por onde começar a usar IA na operação, do atendimento à curadoria de roteiro. Lead, dedicada a estratégia e negócio: para donos de agência e gestores comerciais que precisam decidir onde investir o orçamento de tecnologia em 2027. E Build, nova nesta edição, com foco técnico e de desenvolvimento: para quem já passou da fase de discussão e está literalmente construindo integração, automação ou produto (PANROTAS).
Essa separação por trilha diz muita coisa sobre onde o mercado de turismo está agora: já não faz mais sentido um único palco tentando falar ao mesmo tempo com quem nunca testou IA e com quem já está em produção. O gap entre esses dois grupos de agências está ficando maior a cada mês — e o evento de hoje é, também, uma fotografia bem nítida dessa distância.

Quem já passou pelo palco fala a mesma língua
Boa parte de quem sobe ao palco hoje já apareceu por aqui em rodadas anteriores desta coluna. Arthur Sorelli, CRO da Nuvia — startup que captou R$ 10 milhões para agentes de IA de vendas B2B no turismo — está no line-up falando sobre atrair, vender e reter com IA. E o momento do evento não é acaso: ele acontece pouco depois de o Grupo Kontik anunciar R$ 85 milhões em investimento de tecnologia até 2028, um sinal de que até as operações mais tradicionais do setor estão acelerando o ritmo.
Esse tipo de evento presencial, aliás, vem se tornando parte estrutural do calendário do turismo brasileiro — no mês passado foi a vez do Travel Next Minas, reunindo cerca de 7 mil participantes em Belo Horizonte. A diferença é que o Travel Tech Hub Day é o único com recorte 100% de tecnologia — o que muda o tipo de conversa que acontece nos corredores e no networking.
E quem não está no Tivoli Mofarrej hoje?
A grande maioria das agências de viagem do Brasil — pequenas e médias, muitas vezes com equipe de uma ou duas pessoas cuidando de tudo — não vai estar em São Paulo hoje. E está tudo bem: o valor real de um evento como este não está em quem apertou a mão de quem no coquetel, está no que sai de lá depois, nas gravações, nos resumos, nas conversas que os participantes trazem de volta para o time.
Três coisas valem a pena acompanhar mesmo à distância, hoje e nos próximos dias:
1. O que sai da trilha Think sobre casos reais de IA em operação — não a teoria, mas o que já está funcionando em agências parecidas com a sua, com números de antes e depois.
2. As decisões de investimento anunciadas na trilha Lead — quando player grande do setor anuncia onde vai investir, isso normalmente sinaliza onde o consumidor está indo primeiro.
3. As integrações técnicas discutidas na trilha Build — mesmo quem não programa se beneficia de saber quais ferramentas estão conversando entre si agora, porque facilita decidir o próximo sistema a contratar.
Esse tipo de acompanhamento à distância — ler o resumo certo, aplicar rápido — é, no fim das contas, o próprio espírito do “Go. Live! Now!” que dá nome ao evento: a diferença não está em quem participou fisicamente, está em quem sai da semana com uma mudança concreta implementada. É o mesmo raciocínio por trás da AceleraTour: entregar pronto para uso o que outras agências levam meses de evento e tentativa e erro para descobrir sozinhas.
O que fica depois que as luzes do Tivoli Mofarrej se apagarem
Eventos como o Travel Tech Hub Day não mudam o mercado sozinhos — quem muda o mercado é a agência que pega uma ideia ouvida no palco hoje e implementa ela na segunda-feira que vem, em vez de deixar guardada numa anotação do celular. A separação em três trilhas deste ano é, na prática, um convite para que cada agência pare de tentar fazer tudo ao mesmo tempo e escolha uma frente por vez: entender IA, decidir onde investir, ou construir a integração que falta. Comece por qualquer uma das três — mas comece hoje mesmo, enquanto o assunto ainda está quente.
Perguntas frequentes
O que é o Travel Tech Hub Day 2026?
É um evento de um dia inteiro dedicado a tecnologia no turismo, organizado pela comunidade Travel Tech Hub em parceria com a PANROTAS, realizado em 24 de agosto de 2026 no Tivoli Mofarrej, em São Paulo, das 8h às 20h.
O que significa o tema “Go. Live! Now!” desta edição?
É um convite para o setor sair da fase de discutir teoricamente o que a inteligência artificial pode fazer e partir para a aplicação prática — colocar no ar o que já devia estar funcionando.
Quais são as três trilhas do evento e para quem cada uma é indicada?
Think (foco em inteligência artificial, para quem está decidindo por onde começar), Lead (foco em estratégia e negócio, para donos e gestores) e Build, nova nesta edição, com foco técnico para quem já está construindo integrações e automações.
Minha agência não foi ao evento — ainda vale a pena acompanhar?
Vale, e talvez seja até mais estratégico: em vez de absorver tudo em tempo real, dá para focar só nos resumos e casos concretos que saem depois, e aplicar direto o que fizer sentido para o tamanho da sua operação.
