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Dia dos Pais 2026 vai movimentar R$ 29,7 bilhões — e quase ninguém está vendendo isso como viagem

Criança sobre uma mala de viagem sendo empurrada, representando viagem em família como presente de Dia dos Pais
Presentear com uma experiência de viagem ainda é raro no Dia dos Pais — a maioria das compras continua sendo roupa e cosmético.

Resumo rápido

O Dia dos Pais 2026 cai em 9 de agosto, um domingo, sem gerar feriado prolongado. Mesmo assim, a pesquisa CNDL/SPC Brasil estima que a data deve movimentar R$ 29,7 bilhões no comércio e serviços, com 104 milhões de consumidores às compras e ticket médio de R$ 286. O detalhe que interessa pra quem vende viagem: roupa e cosmético lideram o ranking de presentes, e experiência ainda é pouco explorada — o que sobra é justamente a data mais fácil de vender viagem como presente, com menos concorrência por preço e vaga do que um feriado prolongado.

Diferente dos 5 feriados prolongados do segundo semestre de 2026, que já são disputados por natureza, o Dia dos Pais tem outra lógica: cai num domingo comum, não empurra ninguém pra tirar dia de folga, e por isso a demanda por viagem nessa data é mais moderada — o que significa preço mais estável e menos disputa por hospedagem. É uma data de calendário que ainda não virou sinônimo de “hora de viajar”, e é exatamente aí que mora a oportunidade de posicionar um produto diferente.

O que os números da pesquisa mostram

Segundo a pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) em parceria com o SPC Brasil e o instituto Offerwise, o Dia dos Pais 2026 deve levar 104 milhões de consumidores às compras e movimentar R$ 29,7 bilhões em todo o país. Do total de entrevistados, 63% pretendem presentear alguém — uma queda de 2,3 milhões de compradores em relação a 2025, mas com gasto médio maior: R$ 286 por pessoa, na compra de cerca de 1,8 presentes cada. Para 36% dos consumidores, o valor gasto este ano deve ser maior do que foi em 2025.

Outro dado relevante: 72% dos consumidores pretendem comprar em loja física, e 77% pesquisam antes de fechar a compra — ou seja, o cliente está comparando opções, não decidindo por impulso. Isso é bom pra quem consegue se posicionar antes: uma oferta de viagem bem explicada, publicada com antecedência, tem chance real de entrar nessa comparação.

Por que viagem como presente ainda é rara — e por que isso é bom pra sua agência

A mesma pesquisa mostra que roupas e itens de vestuário lideram o ranking de presentes do Dia dos Pais, seguidos por cosméticos e perfumaria. Viagem e experiência não aparecem entre as categorias mais citadas — o que quer dizer que, hoje, quase ninguém está pensando em oferecer isso como opção de presente na cabeça do consumidor. Não é porque a ideia é ruim: é porque nenhuma agência está comunicando essa possibilidade com a mesma força que uma loja de roupa ou uma perfumaria comunica a dela.

Caixa de presente embrulhada com laço, representando um voucher ou certificado de viagem dado de presente
Um voucher ou certificado de viagem resolve o problema de quem quer presentear sem saber ainda a data exata da viagem.

O produto certo pra essa data não é necessariamente um pacote fechado com data marcada — é algo que resolve o problema de quem compra presente sem saber exatamente quando o pai vai poder viajar. Um voucher ou certificado de viagem, com valor definido e prazo de validade de alguns meses, funciona como presente concreto (pode ser embrulhado, entregue, mostrado no domingo) sem travar a agenda de ninguém. Depois, o resgate vira uma nova conversa de venda — com o filho ou filha que presenteou já capturado como contato.

Ideias de oferta pra colocar no ar até o dia 9

Além do voucher com validade, outras opções que cabem no orçamento médio de R$ 286 (ou que dão pra complementar com um valor maior, já que 36% pretendem gastar mais que ano passado): uma escapada de fim de semana pra um destino de baixa temporada, já que agosto é justamente um mês bom pra vender destinos fora do radar com preço melhor; um passeio ou experiência única no destino que o pai já gosta (trilha, pesca, tour gastronômico, degustação); ou milhas/créditos de companhia aérea como parte de um pacote maior a ser fechado depois. O importante é que o presente seja tangível no domingo — um cartão, um certificado impresso ou digital, algo que o filho possa entregar na hora — mesmo que a viagem em si aconteça semanas depois.

Vale lembrar que quem compra o presente muitas vezes não é o próprio pai, e sim um filho ou filha mais jovem, com orçamento mais apertado — por isso, deixar claro que dá pra parcelar facilita a decisão. Se sua agência já usa boleto parcelado como forma de pagamento, esse é o momento de destacar essa opção na oferta, junto com cartão de crédito.

Por que a concorrência por preço é menor nessa data

Como o Dia dos Pais não empurra multidões pra estrada — diferente de um feriado prolongado, onde hotel e passagem sobem de preço pela demanda concentrada —, quem vende uma viagem-presente pra essa data tem mais liberdade de negociar tarifa com fornecedor e menos pressão de última hora. Isso também significa que a comunicação pode ser mais tranquila: em vez de vender urgência (“últimas vagas”), a mensagem pode focar em cuidado e planejamento (“dá tempo de escolher certo”).

Como comunicar isso sem parecer forçado

O erro mais fácil de cometer aqui é tentar vender pacote fechado igual se vende qualquer outro produto, com preço e destino fixos. Funciona melhor comunicar a ideia, não o item: em vez de anunciar “Pacote Fortaleza 5 dias”, a mensagem que converte mais nessa data é algo como “Ainda não sabe o que dar pro seu pai? Dê uma viagem — ele escolhe quando e pra onde”. Isso tira a pressão de acertar o destino perfeito e coloca o foco no gesto, que é o que realmente motiva a compra de um presente.

Outro formato que funciona bem é abrir a possibilidade de presente coletivo: em vez de um filho ou filha bancar sozinho um valor mais alto, vários irmãos podem dividir o custo de uma viagem maior — isso aumenta o ticket médio da venda pra bem além dos R$ 286 da pesquisa, sem pesar no bolso de ninguém individualmente. Vale deixar essa opção explícita na oferta (“reúna os irmãos e presenteiem juntos”), porque poucas pessoas pensam nisso sozinhas.

O que fazer com essa informação agora

Com a data caindo num domingo e a pesquisa mostrando que o consumidor já pesquisa antes de comprar, o prazo real pra colocar uma oferta de Dia dos Pais no ar é curto — idealmente, publicada e divulgada nos próprios canais (WhatsApp, redes sociais, base de contatos) ainda nesta semana. Não precisa ser um pacote elaborado: um post simples com “presenteie seu pai com uma viagem” e um link de voucher já muda a percepção de quem nunca tinha pensado nessa opção.

É esse tipo de oferta sazonal, pensada pro calendário real do seu cliente, que o time da AceleraTour ajuda a estruturar pra agências e agentes de viagem em todo o Brasil.

Perguntas frequentes

Quando é o Dia dos Pais em 2026?

O Dia dos Pais 2026 cai em 9 de agosto, um domingo, e não gera feriado prolongado.

Quanto o Dia dos Pais deve movimentar no comércio brasileiro em 2026?

Segundo pesquisa da CNDL em parceria com o SPC Brasil e o instituto Offerwise, a data deve movimentar R$ 29,7 bilhões, com 104 milhões de consumidores às compras e gasto médio de R$ 286 por pessoa.

Viagem é um presente comum no Dia dos Pais?

Não. A mesma pesquisa mostra que roupas e cosméticos lideram o ranking de presentes da data — viagem e experiência ainda são pouco exploradas, o que representa uma oportunidade pra agências que comunicarem essa opção.

Qual o melhor formato de oferta de viagem pro Dia dos Pais?

Um voucher ou certificado de viagem com prazo de validade costuma funcionar melhor do que um pacote fechado, porque resolve o problema de presentear sem travar a data exata da viagem — o resgate acontece depois, como uma nova venda.