
Resumo rápido
A Copa do Mundo 2026 terminou em 19 de julho, e o rastro de consumo que ela deixou é rico em lições pra quem vende viagem. Segundo a CNC, o torneio movimentou R$ 4,32 bilhões no varejo nacional; entre os brasileiros que viajaram pra acompanhar os jogos nos Estados Unidos, Canadá e México, um levantamento da fintech Nomad mostra que Nova York e Miami lideraram como destino, com pagamento quase todo digital. Pra sua agência, esses dados mostram como já começar a pensar em ofertas pros próximos grandes eventos esportivos — e como orientar o cliente sobre a melhor forma de levar dinheiro pra fora.
Já mostramos aqui como 46% dos brasileiros querem viajar pra praticar ou acompanhar esporte em 2026 — e a Copa do Mundo, que terminou em 19 de julho, é a prova real desse apetite. Não é coincidência que esse período também coincida com o maior gasto de brasileiros no exterior da história pra um primeiro semestre: o Mundial puxou boa parte dessa conta.
Não é preciso ter vendido um pacote específico pra Copa pra aproveitar esse contexto. Mesmo quem não trabalhou diretamente com o Mundial pode usar os dados como munição de argumento: eles mostram, com números oficiais, que o brasileiro gasta bem quando o motivo da viagem é forte o suficiente — seja um evento esportivo, uma comemoração ou uma experiência que não se repete.
Os números que a Copa deixou
Segundo reportagem do Portal PANROTAS, estimativas da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) apontam um impacto de R$ 4,32 bilhões no varejo nacional durante o período da Copa, que foi de 11 de junho a 19 de julho de 2026. Ao mesmo tempo, a fintech Nomad levantou o comportamento de quem viajou pra acompanhar o torneio ao vivo, com dados de consumo cidade por cidade.
O período analisado cobre as cinco semanas de disputa do torneio, de 11 de junho a 19 de julho, tempo suficiente pra moldar hábito de consumo real — diferente de uma pesquisa de intenção de viagem, que mede o que a pessoa diz que vai fazer, não o que ela efetivamente gastou.
Onde o brasileiro gastou (e por que isso importa pra sua agência)
Segundo a Nomad, Nova York foi a cidade com maior concentração de clientes brasileiros durante o período, seguida por Miami. Na Costa Oeste dos Estados Unidos, São Francisco e Los Angeles se destacaram; no Canadá, Toronto ficou à frente de Vancouver; e no México, a capital liderou entre os destinos do país. Mais interessante ainda: o consumo mudou conforme a cidade — em Miami, o gasto se concentrou no Hard Rock Cafe, na FIFA Fan Fest e em supermercados como Publix e Walmart, puxados por reuniões pra assistir aos jogos; em São Francisco, aplicativos de entrega como Uber Eats e DoorDash lideraram; em Nova York, redes como Starbucks, Shake Shack e McDonald’s tiveram mais transações, refletindo refeições rápidas entre deslocamentos; e em Filadélfia, o gasto com comida e bebida dentro dos estádios apareceu entre os principais.
Esse nível de detalhe por cidade é raro em pesquisa de turismo brasileira, e mostra uma coisa importante: o comportamento de consumo muda conforme o destino, não é uma regra única pro “brasileiro no exterior”. Pra quem monta pacote ou dá dica de bolso pro cliente, isso significa personalizar a orientação por cidade em vez de repetir o mesmo roteiro genérico pra qualquer destino.

O detalhe que toda agência deveria copiar: pagamento 100% digital
Um dos pontos mais úteis do levantamento é o comportamento de pagamento: segundo a Nomad, os torcedores brasileiros usaram majoritariamente contas globais pra pagar em tempo real durante a viagem, reduzindo o uso de dinheiro em espécie e facilitando o controle do gasto na moeda do destino. Em palavras de Bruno Guarnieri, CRO da Nomad: “Os dados do mercado nacional mostram que o brasileiro transformou a Copa do Mundo em um grande evento voltado também para a gastronomia, conveniência e celebração. Nosso balanço prova que o torcedor que viajou para os Estados Unidos, México e Canadá manteve exatamente essa essência, mas adaptou o consumo ao estilo de cada cidade.” Pra quem vende viagem internacional, esse é um lembrete simples: orientar o cliente sobre a melhor forma de levar dinheiro pra fora — conta global, cartão pré-pago, cartão de crédito internacional — é parte do serviço, não só a venda do pacote em si, principalmente pra quem viaja com ticket mais alto, como boa parte de quem foi assistir aos jogos ao vivo.
Como aplicar isso no seu próximo pacote de evento
O primeiro passo é olhar pro calendário de grandes eventos internacionais com a mesma antecedência que a Copa exigiu — pacotes pra Mundial começaram a ser vendidos com bastante antecedência, e quem chegou tarde pagou mais caro ou ficou sem vaga em voo e hotel. Isso vale pra Jogos Olímpicos, corridas de Fórmula 1, grandes shows e outros eventos que já têm data definida.
O segundo é montar, junto com o pacote, uma orientação rápida de como o cliente deve levar dinheiro — sem precisar virar especialista em câmbio, sua agência pode recomendar contas globais ou cartões pré-pagos como parte do atendimento, do mesmo jeito que já orienta sobre documentação e seguro viagem. É um detalhe pequeno que aumenta a percepção de cuidado e reduz a chance de o cliente passar aperto com dinheiro fora do país.
O que isso ensina pro seu negócio agora
A Copa do Mundo 2026 acabou, mas o padrão de comportamento que ela revelou não. O brasileiro está disposto a gastar bem em viagens ligadas a grandes eventos — e o próximo já está no radar: os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, além de outros eventos esportivos internacionais ao longo dos próximos anos. Quem já monta hoje um roteiro de conteúdo e oferta em torno de datas de grandes eventos sai na frente quando a procura de fato começar.
Outro ponto que vale reforçar com o cliente que fecha um pacote de ticket mais alto — seja pra assistir a um jogo, seja pra qualquer viagem internacional — é a confiança na hora de fechar negócio: golpes de agência falsa têm crescido, e mostrar transparência de processo pesa ainda mais quando o valor da viagem é alto.
É esse tipo de leitura de comportamento do cliente, transformada em oferta e conteúdo prontos, que o time da AceleraTour ajuda a estruturar pra agências e agentes de viagem em todo o Brasil.
Perguntas frequentes
Quanto a Copa do Mundo 2026 movimentou no varejo brasileiro?
Segundo estimativas da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o impacto foi de R$ 4,32 bilhões no varejo nacional durante o período do torneio, de 11 de junho a 19 de julho de 2026.
Quais cidades os brasileiros mais visitaram durante a Copa?
Segundo levantamento da fintech Nomad, Nova York liderou, seguida por Miami. Na Costa Oeste dos Estados Unidos, São Francisco e Los Angeles se destacaram; no Canadá, Toronto ficou à frente de Vancouver; no México, a capital liderou entre os destinos do país.
Como os brasileiros pagaram durante a viagem?
Principalmente com pagamentos digitais — contas globais usadas em tempo real, reduzindo o uso de dinheiro em espécie, segundo a Nomad.
O que uma agência de viagem aprende com os dados da Copa do Mundo 2026?
Que grandes eventos esportivos internacionais geram disposição real de gasto do brasileiro, que o cliente valoriza orientação sobre como levar dinheiro pra fora, e que já vale planejar ofertas em torno dos próximos eventos, como os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.
