
Resumo rápido
Quase metade dos viajantes brasileiros escolhe o destino influenciada por redes sociais, e 77% preferem vídeo para pesquisar produtos antes de comprar — com Reels e TikTok na frente de qualquer outro formato. Quem ainda vende pacote só com foto estática e texto longo está perdendo a etapa mais decisiva da jornada. Veja os números, um exemplo prático de como isso já influencia compra de viagem no Brasil e o que fazer esta semana.
Durante anos, o roteiro de conteúdo de agência de viagem seguiu a mesma fórmula: foto bonita do destino, legenda com preço e um botão de “saiba mais”. Esse roteiro ainda existe, mas parou de ser o que decide a venda. Segundo levantamento da Paytour sobre como os turistas escolhem passeios em 2026, quase 50% dos viajantes brasileiros afirmam escolher o destino influenciados diretamente por redes sociais — não por anúncio tradicional, não por indicação de amigo no boca a boca antigo, mas por conteúdo que viram rolando no feed (Paytour, 2026).
O vídeo virou o primeiro contato com o destino
O dado mais relevante desse levantamento não é só o “quase 50%” — é o formato que carrega essa influência. De acordo com a mesma pesquisa, 77% das pessoas preferem assistir a vídeos para pesquisar produtos, e dentro desse grupo os vídeos curtos, como Reels e TikTok, lideram a preferência sobre qualquer outro tipo de conteúdo. Isso muda a ordem das coisas: o vídeo deixou de ser “extra” no plano de conteúdo e passou a ser a porta de entrada da decisão de compra, antes mesmo do orçamento ou da conversa com o consultor.
Isso conversa direto com outro dado que já tratamos aqui no blog: 23% dos usuários brasileiros do TikTok já compraram pacote de viagem direto pelo próprio app, puxados pela chegada do TikTok Shop ao país. Ou seja, não é só pesquisa — o vídeo já fecha venda sozinho em uma fatia real do mercado.
Os números que confirmam a virada
Uma pesquisa anterior do Panrotas sobre o papel das redes sociais na compra de viagens pelos brasileiros já apontava a mesma direção: o Instagram e o TikTok inspiram mais do que anúncio pago, porque são os canais onde turistas de verdade compartilham experiências reais durante a própria viagem (Panrotas, 2025). A maioria dos turistas brasileiros afirma ser impactada por criadores de conteúdo — não pela agência em si, mas pela prova social espontânea que aparece em um vídeo de 20 segundos.

Esse comportamento explica por que campanhas que ainda dependem só de banner estático e texto longo perdem espaço. O consumidor de viagem de 2026 pesquisa deitado no sofá, à noite, rolando o feed — e é ali, não num formulário de orçamento, que o destino entra na lista de desejos. Se a sua agência não aparece nesse formato, ela simplesmente não entra na primeira triagem mental do viajante, por melhor que seja o atendimento depois.
Onde isso já dá resultado na prática
O próprio levantamento da Paytour lista os principais gatilhos de conversão do setor hoje: promoções e descontos atrativos, de um lado, e parcerias com influenciadores e publicidade em vídeo, do outro. Não é coincidência que os dois gatilhos mais citados dependam de formato audiovisual e de alguém real mostrando a experiência — não da agência falando sobre si mesma em terceira pessoa.
Um exemplo simples de como isso já muda o jogo: agências que passaram a gravar vídeos curtos e espontâneos — cliente mostrando o quarto do hotel, guia contando um detalhe do passeio, consultor respondendo a uma dúvida comum em 30 segundos — relatam mais comentários e mensagens diretas do que qualquer post estático já gerou. E é exatamente aí que mora o próximo problema: quando o vídeo funciona e o comentário chega, a agência precisa estar pronta para responder rápido, o que já tratamos no modelo de funil de 3 etapas para destinos nacionais.
Como aplicar isso sem virar uma produtora de vídeo
Nenhuma agência de viagem pequena ou média precisa de estúdio, iluminação profissional ou editor dedicado para entrar nesse jogo. O que os dados mostram é que o formato importa mais do que a produção. Três movimentos práticos para começar ainda esta semana:
1. Grave o que já existe no dia a dia. Uma consultoria de 60 segundos respondendo “quanto custa uma viagem pra Chapada dos Veadeiros em outubro” vale mais, em alcance, do que uma arte bonita sem contexto. É exatamente o tipo de conteúdo espontâneo que a pesquisa aponta como gatilho de confiança.
2. Use o cliente como prova social. Pedir 15 segundos de vídeo no check-in do hotel ou no embarque é mais barato do que qualquer campanha paga, e converte melhor — porque é exatamente o tipo de “imagem espontânea de cliente” que reduz a insegurança na compra, segundo o próprio levantamento.
3. Tenha um caminho pronto para quem comentar. É aqui que a maioria das agências de viagem ainda erra: o vídeo até gera comentário e DM, mas ninguém responde a tempo. O artigo sobre 57% das agências que ainda erram o marketing digital mostra exatamente esse ponto cego — investir em atração e não ter processo para o momento em que o lead esquenta.
O papel do CRM quando o vídeo começa a gerar mensagens de verdade
Quando um Reels ou um vídeo do TikTok viraliza um pouco mais do que o esperado, o volume de comentários e mensagens pode passar rápido da capacidade de resposta manual de um WhatsApp comum. É nesse ponto que ter um sistema de marketing e CRM integrado deixa de ser luxo e vira necessidade: cada comentário vira lead identificado, cada mensagem entra numa régua de resposta automática enquanto um humano assume a conversa, e nenhum interessado se perde no meio do fluxo. A AceleraTour foi desenhada justamente para esse momento: conectar o conteúdo que atrai — vídeo, Reels, TikTok — ao atendimento que fecha venda, sem depender de planilha ou de alguém lembrando de responder manualmente.
O recado dos dados de 2026 é direto: a etapa de descoberta da viagem já não acontece no site da agência, acontece no feed. Quem entender isso primeiro — e tiver estrutura para captar o interesse gerado pelo vídeo — sai na frente na hora de fechar pacote, sem precisar brigar por preço com quem só aposta em anúncio tradicional.
Perguntas frequentes
Preciso de equipamento profissional para gravar vídeos de viagem?
Não. Os dados mostram que o que mais converte é o vídeo espontâneo — cliente mostrando a experiência real ou consultor respondendo uma dúvida comum — não a produção com iluminação de estúdio. Um celular já é suficiente para começar.
Qual formato de vídeo funciona melhor para agências de viagem?
Vídeos curtos no estilo Reels e TikTok lideram a preferência de quem pesquisa produtos e destinos antes de comprar, segundo a pesquisa da Paytour de 2026.
Vídeo substitui o site ou a landing page da agência?
Não substitui, mas antecede. O vídeo é a porta de entrada que desperta o interesse; o site e o atendimento continuam sendo onde a venda se fecha.
O que fazer quando um vídeo gera muitos comentários e mensagens de uma vez?
É o momento de ter um CRM que capture cada contato automaticamente e organize a fila de resposta, para nenhum lead esfriar enquanto a equipe responde manualmente um por um.
