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TikTok Já Decide 23% das Compras de Pacotes de Viagem no Brasil: Sua Agência Está Lá?

Criadora de conteúdo gravando vídeo de viagem para redes sociais com celular em tripé
Vídeo curto virou vitrine — e agora também caixa registradora: 23% dos brasileiros já compraram pacote de viagem direto pelo TikTok.

Resumo rápido

23% dos usuários brasileiros do TikTok já compraram um pacote de viagem direto pelo aplicativo, e quase metade (49%) já comprou algum produto depois de ver em um vídeo na plataforma. Com o TikTok Shop rodando oficialmente no Brasil desde 2025, o vídeo deixou de ser só vitrine de inspiração e virou canal de venda direta — com link de compra embutido no próprio vídeo, live ou perfil. Agências que ainda tratam o TikTok como “rede da geração Z” estão deixando dinheiro na mesa.

Guia completo: Como Vender pelo Instagram: Guia Completo pra Agência de Viagens — o passo a passo atualizado sobre esse assunto.

Durante anos, o discurso sobre TikTok no mercado de turismo foi sempre o mesmo: “é bom para inspirar, mas quem decide compra no WhatsApp ou no site”. Esse argumento começou a perder força. Uma pesquisa da Bertholdo, especializada em e-commerce, mostra que o TikTok já dita o ritmo das compras para 49% dos usuários brasileiros — ou seja, quase metade de quem usa o app já finalizou algum tipo de compra depois de ver um vídeo por lá. Dentro desse grupo, 23% compraram especificamente pacotes de viagem dentro do próprio aplicativo (Bertholdo, 2026).

Esse número muda a conversa. Não estamos falando de um vídeo bonito que gera “curtidas” e fica só no campo do engajamento — estamos falando de uma parcela real da audiência que sai do vídeo direto para o carrinho, sem passar por um site, sem preencher formulário, sem esperar resposta de vendedor. E o motivo é estrutural: o formato venceu a preferência do brasileiro. Segundo a mesma pesquisa, 47% dos brasileiros preferem o TikTok para consumir vídeos curtos, contra 33% que preferem o Instagram Reels e apenas 13% que ainda priorizam o YouTube Shorts.

O que mudou: de vitrine de inspiração para caixa registradora

A peça que faltava para essa mudança de comportamento virar venda de verdade chegou ao Brasil em 2025: o TikTok Shop. Diferente do TikTok “tradicional”, em que o vídeo só gera desejo e o usuário precisa sair da plataforma para comprar, o TikTok Shop permite que criadores de conteúdo, agências de viagens, operadoras e atrações turísticas insiram links de compra ou reserva diretamente nos vídeos, nas transmissões ao vivo e em vitrines de produto dentro do próprio perfil (Mercado & Eventos, 2026).

Na prática, isso fecha o funil que antes tinha um buraco enorme no meio: a agência gravava um vídeo mostrando uma praia, um resort all-inclusive ou um roteiro de festival, o vídeo viralizava, mas o interessado esfriava entre o “quero isso” e o “abrir o WhatsApp, procurar o contato certo, esperar resposta”. Com o link de compra dentro do próprio vídeo ou da live, esse intervalo praticamente desaparece — e é exatamente aí que mora a diferença entre uma agência que só “aparece” no TikTok e uma que vende por ele.

Mão segurando smartphone com ícones de marketing digital e redes sociais flutuando na tela
Cada vídeo publicado hoje é, ao mesmo tempo, conteúdo e ponto de venda — se a agência tiver o processo certo por trás dele.

Por que isso é urgente para agências pequenas e médias

O erro mais comum entre agências de viagem brasileiras não é deixar de estar no TikTok — a maioria já publica alguma coisa lá. O erro é tratar a plataforma como um canal de branding desconectado do restante da operação comercial. O vídeo viraliza, os comentários enchem de “quanto custa” e “como faço pra comprar”, e a resposta demora horas porque ninguém monitora aquele post específico com prioridade. Enquanto isso, como já mostramos em outro artigo sobre o crescimento do tráfego assistido por IA, o comportamento do viajante brasileiro em 2026 é de decisão rápida — quem demora para responder simplesmente perde a venda para o próximo resultado.

A combinação de vídeo curto com venda direta também exige um upgrade na forma como a agência pensa formato. Já tratamos aqui a importância de Reels e Shorts para vender viagem (veja o artigo completo sobre vídeo curto), mas o TikTok Shop empurra essa lógica um passo à frente: não basta gravar bem, é preciso estruturar o vídeo pensando em call-to-action de compra, com o link certo, o preço visível e uma condição clara — porque quem está prestes a comprar não quer navegar, quer resolver na hora.

O caminho prático: do vídeo ao lead qualificado

Isso não significa abrir mão do relacionamento humano que sempre foi o diferencial das agências de viagem brasileiras. Significa usar o TikTok como topo de funil ultra-rápido e ter um processo pronto para captar quem clicou, comentou ou tentou comprar — mesmo que a etapa de fechamento continue acontecendo no WhatsApp, por telefone ou numa call de diagnóstico. O ponto crítico é não deixar esse lead esfriar entre o vídeo e o primeiro contato humano.

É aqui que entra a diferença entre uma agência que só posta conteúdo e uma que transforma conteúdo em pipeline organizado. Uma AceleraTour existe justamente para fechar esse buraco: quando um lead vem de uma campanha ou de um vídeo viral, o CRM já captura o contato automaticamente, dispara a primeira resposta em segundos via WhatsApp e coloca esse lead na régua certa de follow-up — sem depender de alguém lembrar de responder o comentário três horas depois.

Como começar sem virar produtora de conteúdo

Nenhuma agência de médio porte precisa se transformar em uma produtora de vídeo profissional da noite para o dia. O caminho mais realista é começar pequeno e específico: escolher um pacote ou destino que já vende bem por outros canais, gravar 3 a 5 vídeos curtos mostrando esse produto de forma direta (preço, o que está incluso, prazo da promoção) e testar o link de compra do TikTok Shop nesses vídeos primeiro. Medir o que converte antes de escalar a produção evita o erro clássico de investir tempo em conteúdo bonito que não gera pergunta nenhuma no comentário.

Vale lembrar que o TikTok não substitui os outros canais — ele se soma a eles. A mesma pesquisa da Bertholdo mostra que quase metade dos brasileiros ainda prefere outros formatos, e o comportamento de compra de viagem costuma envolver mais de um ponto de contato até a decisão final. O objetivo de entrar no TikTok Shop agora não é abandonar o que já funciona, é não deixar 23% do mercado — gente que já provou que compra viagem direto pelo app — na mão da concorrência que chegou primeiro.

Perguntas frequentes

O TikTok Shop já funciona para agências de viagem no Brasil?

Sim. O TikTok Shop chegou oficialmente ao Brasil em 2025 e permite que agências, operadoras e criadores insiram links de compra ou reserva diretamente em vídeos, transmissões ao vivo e vitrines de produto dentro do próprio perfil, sem precisar redirecionar o usuário para outro site.

Preciso ter uma equipe de produção de vídeo para começar?

Não. O formato que mais performa no TikTok é o vídeo gravado no próprio celular, com linguagem direta e informação clara (preço, o que está incluso, prazo). O importante é a consistência e a oferta clara, não a produção sofisticada.

Como evitar perder o lead que comenta no vídeo perguntando o preço?

O ideal é ter um processo automatizado que capture esse contato e dispare uma primeira resposta em minutos, antes que o interesse esfrie — geralmente via CRM integrado ao WhatsApp Business, em vez de depender de alguém monitorar os comentários manualmente.

O TikTok substitui o Instagram e o WhatsApp no marketing da agência?

Não. O TikTok funciona melhor como um canal a mais dentro da estratégia, especialmente para alcance e topo de funil. A decisão de compra do viajante brasileiro costuma envolver mais de um ponto de contato antes do fechamento.

Que tipo de pacote funciona melhor para testar no TikTok Shop?

Pacotes com preço e prazo bem definidos — como promoções por tempo limitado, feriados ou destinos de alta procura — costumam gerar mais pergunta e conversão direta do que roteiros muito personalizados, que exigem mais conversa antes da venda.