
Resumo rápido
O turismo doméstico brasileiro está em alta — destinos como Chapada das Mesas (MA), Península de Maraú (BA) e Bento Gonçalves/Cambará do Sul (RS) ganharam força em 2026, puxados por viajantes que quebraram viagem de negócio em dias de lazer (bleisure) e por consultores que priorizam custo-benefício. Este artigo traz um modelo de funil de 3 etapas — Descoberta, Prova e Oferta — pra transformar esse movimento em vendas reais pra sua agência.
Guia completo: Funil de Vendas: o Guia Completo com Etapas e Exemplo Pra Agência de Viagens — o passo a passo atualizado sobre esse assunto.
O Brasil Virou Destino de Novo — e Sua Agência Precisa de um Funil Pra Isso
Depois de anos de dólar caro empurrando o brasileiro pra fora, 2026 confirmou uma virada: o turismo doméstico voltou a crescer com força, puxado por destinos que unem natureza, autenticidade e boa gastronomia — sem o preço de uma viagem internacional. Segundo o levantamento da CNN Brasil sobre as 18 tendências do turismo para 2026, destinos como Chapada das Mesas (MA), Península de Maraú (BA) e Bento Gonçalves (RS) — com o cânion do Itaimbezinho, na vizinha Cambará do Sul, como um dos cartões-postais da região — vêm ganhando espaço justamente por entregar experiência sem depender de câmbio.
O problema é que a maioria das agências ainda trata esse movimento como notícia de blog, não como oportunidade de venda. Sem um funil pensado pra esse público específico, o resultado é sempre o mesmo: o viajante descobre o destino sozinho, monta o roteiro sozinho e, na hora de comprar, procura o preço mais barato — porque ninguém construiu confiança com ele antes da hora da oferta.
Por Que Esses Destinos Estão Bombando (e Por Que Isso Importa Pro Seu Marketing)
Três fatores explicam a alta do turismo doméstico em 2026. O primeiro é econômico: segundo a análise da Confidence Câmbio sobre tendências de viagem para 2026, 55% dos consultores de viagem esperam um aumento apenas moderado no gasto por viagem este ano — o que desloca a atenção do viajante pra experiências com bom custo-benefício, não necessariamente mais baratas, mas mais bem entregues. O segundo é comportamental: o viajante de 2026 quer “comer como local”, visitar produtores, participar de oficinas e vivenciar cultura de forma genuína — algo que destinos nacionais menos óbvios entregam tão bem quanto (ou melhor que) um pacote internacional. O terceiro é o crescimento do bleisure: profissionais que estendem a viagem corporativa por dois ou três dias de lazer, aproveitando que já estão na estrada.
Pra quem vende viagem, isso significa um público que já está convencido de que quer viajar pelo Brasil — falta só alguém aparecer no momento certo com a oferta certa. É exatamente aí que entra o funil.
O Modelo de Funil de 3 Etapas: Descoberta → Prova → Oferta
Esqueça o funil genérico de “topo, meio e fundo” que não sai do papel. Pra vender destino nacional em alta, o modelo que funciona é mais direto:
Etapa 1 — Descoberta: conteúdo que apresenta o destino pouco óbvio antes que ele vire óbvio. Isso não é anúncio, é vídeo curto, carrossel ou post mostrando o cânion, o produtor local, a vinícola — o mesmo tipo de gancho visual que já vem funcionando em outros formatos, como mostra nosso artigo sobre como o TikTok já decide compra de pacote de viagem no Brasil. O objetivo aqui não é vender, é fazer a pessoa salvar o post pra “ver depois”.
Etapa 2 — Prova: depoimento, antes-e-depois de roteiro, ou um número real (como o de agências que já venderam esse destino) que tira a dúvida de “será que vale a pena”. É a etapa mais pulada pelas agências — e a que mais reduz objeção de preço, porque desloca a decisão de “quanto custa” pra “quanto vale”.
Etapa 3 — Oferta: pacote com recorte específico pro perfil que consumiu as etapas anteriores — casal em bleisure, família buscando natureza, grupo de amigos atrás de gastronomia. Oferta genérica pra quem já foi nutrido nas etapas 1 e 2 é desperdício de intenção de compra.

Bleisure: o Novo Público Que Sua Agência Ainda Não Está Vendendo Pra
O viajante bleisure já tem passagem, hotel e motivo pra estar num lugar novo — falta só alguém oferecer o que fazer nos dois dias extras. Esse é um público que praticamente nenhuma agência brasileira aborda de forma direta, mesmo sendo um dos segmentos mais citados nas tendências de 2026. A oportunidade aqui é simples: identificar clientes corporativos que já viajam a trabalho pra destinos próximos de Chapada das Mesas, Maraú ou a Serra Gaúcha, e oferecer a extensão de lazer como um upsell natural — não como um pacote à parte que exige nova decisão de compra do zero.
Como Aplicar Isso Sem Perder Tempo
O funil de 3 etapas só funciona se cada lead que passa pela Descoberta for de fato acompanhado até a Oferta — e é aí que a maioria das agências perde a venda, porque faz esse controle na cabeça ou em planilha. Sem um CRM organizando quem já viu o conteúdo de Descoberta, quem já recebeu a Prova e quem está pronto pra Oferta, o funil vira só um conjunto de posts bonitos sem conversão. Foi exatamente esse tipo de organização que fez uma agência de turismo de natureza multiplicar a produtividade da equipe organizando o CRM — o mesmo princípio se aplica a destinos nacionais em alta. Uma plataforma como a AceleraTour foi pensada justamente pra isso: cada lead entra no funil já marcado por etapa, e ninguém esquece de mandar a Prova pra quem só viu a Descoberta.
Comece pequeno: escolha um único destino nacional em alta, monte o conteúdo das três etapas pra ele e acompanhe no CRM quantos leads avançam de uma etapa pra outra. Esse número — não o número de curtidas — é o que mostra se o funil está funcionando.
Perguntas frequentes
O que é bleisure e por que ele importa pro meu funil de vendas?
Bleisure é a combinação de viagem de negócio (business) com lazer (leisure): o viajante estende a viagem corporativa por dias extras de turismo. Ele importa porque é um público que já tem passagem e hospedagem resolvidos — falta só a agência oferecer o roteiro de lazer complementar.
Quais destinos nacionais estão em alta em 2026?
Entre os mais citados em levantamentos recentes estão Chapada das Mesas (MA), Península de Maraú (BA) e a região de Bento Gonçalves e Cambará do Sul (RS), que juntam natureza, gastronomia local e experiências autênticas.
Como estruturar um funil de 3 etapas pra vender turismo doméstico?
Comece com conteúdo de Descoberta (mostrando o destino de forma visual e não comercial), avance pra Prova (depoimentos e números reais) e só então apresente a Oferta, já segmentada pro perfil de quem consumiu as etapas anteriores.
Preciso gastar muito em anúncios pra aplicar esse modelo?
Não. As etapas de Descoberta e Prova funcionam bem com conteúdo orgânico, já que dependem mais de storytelling do destino do que de investimento em mídia. O investimento em anúncio, se houver, rende mais quando concentrado na etapa de Oferta, com o público já qualificado.
Como o CRM ajuda nessa etapa de oferta personalizada?
O CRM marca em que etapa do funil cada lead está, evitando que alguém que só viu a Descoberta receba uma oferta genérica — ou que um lead pronto pra comprar fique esquecido sem acompanhamento.
