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Só 4% Viajam de Improviso: Por Que o Brasileiro Está Planejando a Próxima Viagem com Mais Antecedência (e Critérios) em 2026

Mulher planejando viagem com notebook, câmera e mapa sobre a mesa
Só 4% dos brasileiros ainda viajam de improviso — a maioria já pesquisa e decide com meses de antecedência.

Resumo rápido

Levantamento publicado pelo Brasilturis em 19/08/2026 mostra que apenas 4% dos brasileiros preferem viagens totalmente espontâneas: 42% compram de um a três meses antes e 24% entre quatro e seis meses. O critério de escolha também mudou — conectividade aérea, facilidade de acesso, conforto, segurança e possibilidade de personalizar o roteiro pesam tanto quanto o preço. Para agências de viagem, isso significa um calendário de marketing e um funil de atendimento pensados para meses, não para a última hora.

Durante anos, o comportamento padrão do viajante brasileiro foi negociado em cima da hora: pacote de última semana, promoção relâmpago, decisão fechada em uma ligação. Um levantamento publicado pelo Brasilturis nesta semana mostra que esse padrão está mudando de forma consistente — e isso muda o que uma agência de viagens precisa fazer para aparecer no momento certo da decisão.

O fim da viagem de improviso

Segundo o levantamento, apenas 4% dos brasileiros hoje preferem viagens completamente espontâneas, sem planejamento prévio. Do restante, 42% compram a viagem entre um e três meses antes da data de embarque, e 24% se planejam com uma antecedência ainda maior — de quatro a seis meses. Ou seja: quase sete em cada dez viajantes já fecharam a decisão de compra antes mesmo de o mês da viagem começar.

Para quem trabalha captando leads de viagem, esse dado sozinho já muda a lógica de quando investir em anúncio e conteúdo. Se a maior parte da decisão acontece meses antes, uma campanha lançada na semana da viagem está, na prática, competindo pelos 4% que restaram — não pelos 96% que já estavam pesquisando havia tempo. Como já mostramos na pesquisa Melhores Destinos 2026, o planejamento antecipado já vinha crescendo; agora ele aparece confirmado sob um ângulo diferente, o da antecedência de compra.

Não é mais só sobre preço

O segundo achado do levantamento é talvez o mais relevante para quem monta proposta comercial: os critérios de escolha do destino se ampliaram. O levantamento aponta que conectividade aérea, facilidade de acesso, conforto, segurança e a possibilidade de personalizar o roteiro pesam tanto quanto o preço na decisão final. Agências também relatam maior atenção dos passageiros à cotação do câmbio entre quem planeja viagens internacionais — um cuidado que, há alguns anos, ficava restrito a quem viajava a trabalho.

Isso é evidência de um viajante mais maduro: ele não está mais comparando só o valor da diária ou da passagem, está comparando a experiência completa. Uma agência que apresenta orçamento sem mencionar conectividade, tempo de deslocamento ou nível de segurança do destino está respondendo a uma pergunta que o cliente de 2026 já não faz sozinho — está deixando a decisão mais difícil, não mais fácil.

Casal sorridente comparando opções de viagem no notebook em casa
Decisão em grupo, critérios múltiplos: o roteiro de compra do viajante brasileiro ficou mais longo — e mais consciente.

O que motiva o destino agora

O levantamento também mostra uma mudança na motivação de escolha: cada vez mais viajantes decidem o destino em função de uma experiência específica — grandes shows, festivais culturais, eventos esportivos e até produções de cinema e streaming influenciam diretamente para onde o brasileiro decide ir. Isso cria uma janela de oportunidade concreta para agências que conseguem antecipar o calendário de eventos e montar pacotes específicos com meses de antecedência, exatamente o horizonte de planejamento que a pesquisa identifica.

Na prática, isso muda o roteiro da conversa comercial. Um cliente que antes perguntava só “quanto custa o pacote para tal lugar” agora chega perguntando sobre a agenda de shows da cidade, sobre a temporada de determinado festival, sobre se vale a pena esperar mais um mês para pegar uma tarifa melhor com mais conectividade. A agência que só tem resposta pronta para preço perde justamente a parte da conversa em que consegue mostrar mais valor — e cobrar por ele.

O que isso muda no calendário de marketing da sua agência

O levantamento fecha com um retrato de intenção de consumo animador: 70% dos brasileiros planejam gastar mais com viagens em 2026, 42% querem viagens mais longas, 40% pretendem viajar com mais frequência e 32% estão de olho em destinos mais distantes, incluindo roteiros internacionais. Combinado com a antecedência de compra, isso pede um calendário de conteúdo e captação que comece a trabalhar um destino de três a seis meses antes da alta temporada correspondente — não na semana anterior.

Vale imaginar o efeito prático disso num caso simples: um casal que decide, em agosto, que vai viajar para o Nordeste no Réveillon. Pela pesquisa, é exatamente esse tipo de decisão — tomada com quatro a seis meses de antecedência — que hoje representa quase um quarto dos viajantes. Se a agência só aparece para esse casal em novembro, com uma campanha de “últimas vagas”, ela chega tarde demais: a pesquisa de destino, a comparação de critérios e boa parte da decisão já aconteceram meses antes, provavelmente com outra agência que soube aparecer primeiro. Quem trabalha o conteúdo e o relacionamento a partir de agosto — não de novembro — é quem fica com a venda.

Na prática, isso significa três ajustes simples: primeiro, planejar campanhas por trimestre e não por promoção pontual; segundo, montar material que responda diretamente aos novos critérios (conectividade, segurança, personalização), não só ao preço; terceiro, ter um funil que acompanhe esse lead ao longo de meses sem deixá-lo esfriar — como descrevemos no artigo sobre a conta real de leads perdidos por falta de organização. É exatamente esse tipo de acompanhamento de médio prazo que a AceleraTour ajuda a estruturar, com automações que mantêm contato ao longo de todo o ciclo de decisão do viajante — não só no momento do fechamento.

Se o comportamento de compra mudou de “decido agora” para “decido com calma, em meses, comparando critérios”, a agência que se comunica como se o cliente ainda decidisse tudo numa ligação está perdendo terreno. Vale revisar o calendário de campanhas da sua agência com esse novo horizonte em mente — e, se precisar de ajuda para estruturar esse acompanhamento de longo prazo, a AceleraTour está pronta para conversar.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros ainda viajam sem planejamento algum?

Apenas 4%, segundo o levantamento publicado pelo Brasilturis em agosto de 2026. A grande maioria já pesquisa e decide com pelo menos um mês de antecedência.

O preço deixou de ser o critério mais importante na escolha do destino?

Não deixou de importar, mas passou a dividir espaço com conectividade aérea, facilidade de acesso, conforto, segurança e possibilidade de personalizar o roteiro — critérios que antes eram secundários.

Com quanto tempo de antecedência a maioria dos brasileiros compra a viagem?

42% compram entre um e três meses antes da viagem, e 24% entre quatro e seis meses — juntos, quase sete em cada dez viajantes decidem com meses de antecedência.

Como uma agência pode aproveitar essa mudança de comportamento?

Planejando campanhas por trimestre em vez de promoções de última hora, produzindo conteúdo que responda aos novos critérios de decisão e mantendo um funil que acompanhe o lead por meses sem deixá-lo esfriar.