
Resumo rápido
Uma nova pesquisa do Melhores Destinos mostra que 74% dos brasileiros já iniciam o planejamento da viagem do ano em janeiro, 49% dizem que saber os destinos mais baratos facilita a decisão, e 56% afirmam que ficariam mais motivados a planejar com mais conteúdo de inspiração voltado a economia. Para agências de viagem, isso é um mapa de quando e como aparecer na frente do cliente certo.
Toda agência sabe que existe uma “época” em que o cliente decide viajar. O problema é que a maioria decide isso no feeling, sem dado. Uma pesquisa recente do Melhores Destinos, um dos maiores portais de promoções de viagem do país, traz números concretos sobre como o brasileiro pesquisa, planeja e decide onde viajar em 2026 — e o resultado é um roteiro bem claro de quando e como uma agência deveria se posicionar (Melhores Destinos).
Janeiro é o mês em que a decisão do ano começa
O dado mais importante da pesquisa para quem vende viagem é este: 74% dos brasileiros começam a planejar a viagem do ano logo em janeiro. Isso significa que o cliente que vai fechar pacote em julho ou dezembro já está pesquisando destino, preço e época ideal seis, sete meses antes. Uma agência que só liga a campanha perto da data perde justamente a janela em que o cliente está mais aberto a ser influenciado — e mais suscetível a decidir com quem chegou primeiro.
Isso conversa diretamente com o que já mostramos sobre o peso do tempo de resposta na conversão: não adianta responder rápido um lead que chegou em maio se a agência nem apareceu pra ele em janeiro, quando ele estava decidindo o ano.
Preço nem sempre é o obstáculo — falta de informação, sim
Um ponto que costuma ser mal interpretado: o brasileiro não está deixando de viajar por causa do custo, ele está reorganizando prioridades pra continuar viajando. A pesquisa reforça isso de outro ângulo — 49% dos respondentes dizem que saber quais são os destinos mais baratos facilita a decisão de viagem, e 56% afirmam que teriam mais motivação para planejar se tivessem mais conteúdo de inspiração voltado à economia. Ou seja: parte relevante do público não está travada pelo preço em si, está travada pela falta de clareza sobre onde o dinheiro rende mais.

Onde o brasileiro associa economia — e por que isso importa pro seu conteúdo
A pesquisa também mapeia percepção geográfica: no cenário nacional, Brasília lidera o ranking de destino mais econômico, seguida por Belo Horizonte e Rio de Janeiro — cidades que mantêm preços competitivos mesmo com forte demanda turística. Já entre agosto e outubro aparece como o período mais associado à economia nas viagens, seguido por abril a junho. No exterior, destinos sul-americanos e o litoral nordestino no cenário nacional aparecem fortemente ligados a essa percepção de custo-benefício, puxados por oferta de voos, custo de vida local e infraestrutura turística já consolidada.
Pra quem produz conteúdo e campanha, isso é praticamente um calendário editorial pronto: os meses de agosto a outubro (justamente agora) são o momento de maior receptividade a conteúdo sobre economia — o mesmo tipo de conteúdo que 56% dos brasileiros dizem que os motivaria a planejar.
Isso não significa abandonar destinos internacionais ou de ticket mais alto na comunicação — significa equilibrar o calendário de conteúdo com pautas que respondam diretamente à pergunta que mais trava a decisão do cliente médio: “isso cabe no meu orçamento, e quando é mais barato ir?”. Uma agência que responde essa pergunta de forma consistente, mês a mês, constrói autoridade de preço antes mesmo de o cliente pedir uma cotação — e chega na negociação num lugar bem mais favorável do que quem só entra em cena depois que o cliente já pesquisou em três lugares diferentes.
Viagem em grupo e “esticar” a viagem de trabalho também pesam na decisão
Outros levantamentos recentes sobre o comportamento do viajante brasileiro em 2026 reforçam esse cenário de planejamento cada vez mais antecipado e coletivo. Uma pesquisa da Airbnb mostra que 69% dos brasileiros viajariam com familiares de diferentes gerações por prazer genuíno de estar junto — não só por conveniência de custo — o que empurra a decisão pra um processo mais longo, com mais gente opinando antes de fechar (Airbnb). Viagem em grupo, por natureza, tem ciclo de decisão mais longo do que uma viagem individual: é preciso alinhar datas, orçamento e destino entre várias pessoas antes de confirmar qualquer coisa — o que reforça ainda mais por que aparecer cedo, lá em janeiro, importa tanto.
Também vale registrar o hábito do “bleisure”: 48,3% dos viajantes brasileiros já afirmam ter esticado uma viagem corporativa para conhecer melhor o destino, misturando trabalho e lazer numa mesma viagem. Para a agência, isso abre uma frente de conteúdo e oferta que muitas vezes fica esquecida: quem viaja a trabalho também é um cliente em potencial para o pacote de lazer — só que num momento de decisão diferente, mais impulsivo e menos planejado com seis meses de antecedência.
O que isso muda na prática para uma agência de viagens
Juntando os três achados — janeiro como início do planejamento, falta de clareza de preço como barreira e agosto-outubro como pico de interesse por economia — dá pra montar uma leitura simples: a agência que só reage quando o cliente chega já perdeu boa parte da janela de influência. O caminho é inverter a lógica, indo atrás do cliente enquanto ele ainda está decidindo — com conteúdo educativo sobre destinos e época certa de viajar, e com um sistema de CRM que capture esse interesse cedo (mesmo antes de virar uma cotação de fato) e continue nutrindo o contato até a decisão amadurecer. É basicamente o oposto de vender só quando o WhatsApp toca — tema que já detalhamos neste outro artigo sobre organização de leads. A AceleraTour ajuda justamente nessa ponta: captar e nutrir esse interesse desde a fase de pesquisa, não só na hora do fechamento.
Perguntas frequentes
Quando devo começar a campanha de uma alta temporada específica?
Com base na pesquisa, o ideal é ter presença já em janeiro, quando 74% dos brasileiros começam a planejar a viagem do ano — mesmo que a viagem em si só aconteça meses depois.
Vale a pena investir em conteúdo sobre “destinos baratos”?
Sim. Quase metade dos brasileiros (49%) diz que saber os destinos mais econômicos facilita a decisão de viajar, e mais da metade (56%) se sentiria mais motivada a planejar com mais conteúdo desse tipo.
Por que agosto a outubro é um período estratégico para esse conteúdo?
Porque a pesquisa aponta esse trimestre como o mais associado pelos brasileiros à ideia de viagem econômica, o que sugere maior receptividade a ofertas e conteúdo com esse posicionamento nessa janela.
Isso significa que devo sempre vender pelo preço mais baixo?
Não necessariamente. O dado mostra que informação sobre custo-benefício reduz a barreira de decisão — não que o cliente só compre o mais barato. Transparência de preço ajuda a avançar a conversa, mesmo em pacotes de ticket mais alto.
