
Resumo rápido
Um estudo da Harvard Business Review encontrou uma diferença de 18% no crescimento de receita entre empresas B2B com processo de vendas formal e empresas sem processo definido. No Brasil, a taxa mediana de conversão do mercado subiu de 2,98% para 3,07% em 2026 — a primeira alta desde 2023 — enquanto 62% dos times ainda não acompanham de perto suas taxas de conversão e o andamento do funil. A evidência é clara: organizar o funil não é elegância operacional, é resultado.
Toda agência de viagens que já vendeu bem sabe a sensação: alguns meses o caixa fecha com folga, outros meses parece que os mesmos leads simplesmente evaporam. A diferença raramente está no volume de gente entrando em contato. Está em o que acontece com esse contato depois — se ele vira uma etapa acompanhada num funil ou se some numa conversa de WhatsApp que ninguém mais vai abrir.
Esta semana já mostramos a dor de operar por planilha e memória (leia aqui) e o dado sobre como cada minuto de demora custa venda (veja o artigo). Hoje é a vez de olhar para a evidência: o que os números — de fora do turismo e de dentro dele — mostram sobre agências que decidiram organizar o processo.
O que a Harvard Business Review descobriu sobre processo formal de vendas
Um levantamento com empresas B2B, amplamente citado por consultorias de vendas e CRM, encontrou uma diferença de 18% no crescimento de receita entre companhias que definiram um processo formal de vendas — etapas claras, critérios de qualificação, responsável por cada follow-up — e companhias que deixaram isso a cargo do estilo pessoal de cada vendedor. Não é uma diferença de sorte ou de mercado: é a mesma quantidade de leads entrando, tratados de forma diferente.
Para uma agência de viagens, “processo formal” não significa burocracia. Significa que um lead que perguntou sobre um pacote para o Nordeste em outubro não depende de alguém lembrar de responder — ele está numa etapa visível do funil, com uma data de retorno definida, e continua ali até virar venda ou virar perda registrada (não perda silenciosa). É exatamente o “mecanismo” que detalhamos no artigo desta semana sobre como funciona um CRM pensado para turismo.

O mercado já está sentindo a diferença
Esse não é só um dado de outro setor. Segundo levantamento da Leadster sobre taxas de conversão por segmento, a mediana do mercado brasileiro subiu de 2,98% para 3,07% em 2026 — a primeira reação positiva desde 2023. Um décimo de ponto percentual pode parecer pouco isoladamente, mas em escala representa milhares de vendas a mais fechadas com o mesmo volume de tráfego e de leads gerados. E o motivo apontado é sempre o mesmo: mais empresas formalizando o acompanhamento comercial, menos operação no improviso.
Agências de viagem que já romperam com a planilha sentem esse mesmo efeito de outro ângulo. Quando cada oportunidade tem uma etapa, um responsável e um prazo, fica possível prever receita — não só torcer por ela. E previsão de receita é o que separa uma agência que compra mídia com confiança de uma que trata todo mês como recomeço do zero.
A maioria ainda não mede o que importa — e isso é uma oportunidade
Aqui está o dado mais desconfortável, e também o mais útil: de acordo com os Panoramas de Marketing e Vendas mais recentes, 62% dos times comerciais não acompanham de perto suas taxas de conversão nem o andamento real do funil. Não é que eles não têm CRM — muitos têm. É que ninguém olha o painel com regularidade, ninguém pergunta por que uma etapa está lotada, ninguém audita quantos leads “sumiram” sem virar perda formal.
Isso significa que a maioria das agências concorrentes está competindo no escuro. Uma agência que simplesmente passa a olhar seu funil uma vez por semana — quantos leads em cada etapa, quantos dias parados, qual etapa está represando — já sai na frente dos 62% que não fazem isso. Não é sobre ter a ferramenta mais sofisticada do mercado. É sobre olhar para os números que já existem e agir sobre eles.
Pense em duas agências recebendo exatamente o mesmo volume de leads todo mês vindos do mesmo anúncio. Na primeira, cada lead cai numa conversa de WhatsApp e o vendedor decide, de cabeça, quem merece retorno primeiro — normalmente quem respondeu por último, não quem está mais perto de fechar. Na segunda, cada lead entra numa etapa visível, com data de retorno definida e critério de prioridade claro. No fim do mês, as duas pagaram o mesmo custo por lead. Só uma sabe, com precisão, quantos vieram de cada campanha e por que os que não fecharam pararam de responder. É essa diferença — não o volume de leads, mas o que se faz com eles — que os 18 pontos percentuais da HBR e os 0,09 ponto da Leadster estão, cada um a sua escala, medindo.
Como transformar essa evidência em prática na sua agência
A boa notícia é que aplicar essa evidência não exige reconstruir a operação do zero. Três movimentos, nesta ordem, já capturam a maior parte do ganho:
1. Dê nome às etapas. “Primeiro contato”, “proposta enviada”, “negociação”, “fechado” — parece óbvio, mas é exatamente o que falta quando tudo vive espalhado entre WhatsApp, e-mail e memória. Cada lead precisa estar visivelmente em uma dessas etapas, sempre.
2. Audite uma vez por semana, não uma vez por trimestre. O hábito de revisar o funil semanalmente é o que separa quem está nos 38% que acompanham de perto de quem está nos 62% que não acompanham. Quinze minutos bastam para achar onde os leads estão travando.
3. Automatize o que não precisa de julgamento humano. Lembrete de follow-up, confirmação de recebimento, atualização de etapa — tudo isso pode rodar sozinho, liberando a equipe para a parte da venda que exige de fato conversa e relacionamento. É esse tipo de estrutura que a AceleraTour monta especificamente para agências de viagem — não um CRM genérico adaptado à força, mas um funil pensado para grupos, datas de embarque e múltiplos fornecedores.
A evidência, tanto a de fora do turismo quanto a de dentro dele, aponta para a mesma direção: agências que organizam o processo comercial não vendem por sorte, vendem por método. E método, ao contrário de sorte, se repete todo mês. Se sua agência ainda decide o próximo passo de cada lead de cabeça, vale conversar com a AceleraTour sobre como esse processo pode ficar visível — e automático — na prática.
Perguntas frequentes
O que significa “processo de vendas formal” na prática de uma agência de viagens?
Significa que todo lead está sempre visível em uma etapa definida do funil (primeiro contato, proposta, negociação, fechado), com responsável e prazo de retorno claros — em vez de depender da memória de quem atendeu.
Uma agência pequena também sente esse ganho de 18%?
Sim. O estudo compara empresas B2B de portes variados, e o efeito vem da disciplina do processo, não do tamanho da equipe — uma agência de dois consultores que organiza o funil já reduz a perda de leads por esquecimento.
Como saber se minha agência está nos 62% que não acompanham o funil de perto?
Um sinal claro: se você não consegue responder, agora, quantos leads estão parados há mais de 5 dias em cada etapa, provavelmente está nesse grupo — e já há espaço fácil para melhorar.
É preciso trocar de sistema para aplicar essas mudanças?
Não necessariamente. O primeiro passo é organizacional (nomear etapas, auditar semanalmente). Automatizar lembretes e atualizações de etapa é o passo seguinte, e é aí que um CRM pensado para turismo faz diferença real.
