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Dólar caiu 6,8% em 2026 e brasileiro bateu recorde de gastos no exterior: a janela que sua agência não pode perder

Pessoas com malas em terminal moderno de aeroporto, ilustrando viagem internacional
Com o dólar mais barato, o brasileiro nunca gastou tanto em viagens internacionais como no 1º semestre de 2026.

Resumo rápido

Segundo o Banco Central, os brasileiros gastaram US$ 12,62 bilhões em viagens ao exterior no 1º semestre de 2026 — alta de 22,5% sobre 2025 e o maior valor da série histórica (iniciada em 1995) pra esse período. O motivo direto: o dólar acumula queda de 6,8% no ano, o que barateia em reais passagem, hospedagem e consumo fora do país. Pra quem vende viagem, esse é o momento de colocar o destino internacional na frente da conversa — o cliente está mais disposto a fechar agora, antes que o câmbio suba de novo.

Enquanto muita agência ainda foca só na baixa temporada doméstica de agosto, o Banco Central confirmou um movimento que muda a conversa do lado internacional: o brasileiro nunca gastou tanto fora do país num primeiro semestre. Se sua agência trabalha com destinos internacionais — ou quer voltar a trabalhar —, esse é o tipo de dado que vale ouro na hora de argumentar com o cliente indeciso.

O que os números do Banco Central mostram

Segundo dados divulgados pelo Banco Central e publicados pelo Poder360 em 28 de julho de 2026, os brasileiros gastaram US$ 12,62 bilhões em viagens internacionais no primeiro semestre do ano — 22,5% a mais que os US$ 10,3 bilhões do mesmo período de 2025. É o maior valor pra um primeiro semestre desde o início da série histórica do BC, em 1995, superando até o recorde de 2014 (US$ 12,4 bilhões). Só em junho, o gasto foi de US$ 2,22 bilhões, alta de 19,6% sobre junho do ano passado — ou seja, o ritmo não deu sinal de desacelerar.

Por que o dólar caiu — e o que isso muda na prática

O dólar fechou julho acumulando queda de aproximadamente 6,8% no ano, cotado a R$ 5,122 no fim do mês. Entre os fatores que explicam esse movimento está o fortalecimento das exportações brasileiras de petróleo, puxado pelas tensões no Oriente Médio, que aumentou a entrada de dólares na economia e valorizou o real. Na prática, isso significa que a mesma passagem, o mesmo hotel e o mesmo pacote cotado em dólar saem mais baratos em reais do que saíam há um ano. É o tipo de conta que o cliente às vezes nem faz sozinho — e que sua agência pode fazer por ele, com números na mão.

Não é a primeira vez que o país vive um ciclo assim: em 2014, ano do recorde anterior, o dólar também vinha de um período mais estável antes de voltar a subir nos anos seguintes. Historicamente, essas janelas de câmbio favorável não costumam durar pra sempre — o que reforça o motivo de aproveitar o momento agora, em vez de esperar o preço cair ainda mais.

Notas de um dólar americano, ilustrando a queda do câmbio em 2026
O dólar mais barato reduz o custo em reais de passagens, hospedagem e consumo em viagens internacionais.

Pra onde foi esse dinheiro (e o que isso diz sobre a demanda)

O outro lado da conta também chama atenção: as despesas de estrangeiros em viagem ao Brasil somaram US$ 5,64 bilhões no semestre, alta de 11,7% — bem menor que os 22,5% do lado de fora. Como o brasileiro gastou proporcionalmente mais, o déficit da conta de viagens (a diferença entre o que sai e o que entra) cresceu 32,9%, passando de US$ 5,25 bilhões pra US$ 6,97 bilhões. Isso confirma o que muita agência já sente na prática desde o meio do ano: o cliente que hesitava entre destino nacional e internacional está pendendo mais pro internacional — vale reforçar esse movimento com quem ainda está decidindo, principalmente considerando também as novas exigências de entrada na Europa que passam a valer no fim do ano e que sua agência já pode adiantar pro cliente.

Pra quem trabalha só com receptivo nacional, esse dado também é um alerta: parte do orçamento que poderia ir pra um passeio dentro do Brasil está sendo direcionado pra fora, puxado pelo câmbio favorável. Isso não significa abandonar o produto nacional — significa que vale ter as duas frentes ativas na carteira, sobretudo com o cliente que já viaja com frequência.

Como sua agência aproveita essa janela agora

O primeiro passo é simples: usar o dado. Em vez de só dizer que “o dólar está mais baixo”, mostrar o número — queda de quase 7% no ano — dá muito mais peso na conversa com quem está em cima do muro. Câmbio é assunto que preocupa o cliente, e poucas agências realmente acompanham e trazem esse contexto de forma clara.

O segundo é aproveitar o momento pra fechar contratos e travar o preço em reais. Câmbio sobe e desce — ninguém garante que a queda de 2026 se mantém em 2027 — e esse argumento (fechar agora trava o valor) é legítimo e ajuda a driblar objeção de preço.

Vale também revisar como sua agência recebe por pacotes internacionais, que costumam ter ticket mais alto — a maioria dos clientes de viagem ainda prefere pagar parcelado no boleto, então ter essa opção pronta facilita fechar negócio de valor mais alto sem depender só do cartão internacional.

O que fazer nos próximos 30 dias

Com esse cenário em mãos, dá pra agir rápido em três frentes. A primeira é revisar a base de clientes que já demonstrou interesse em destino internacional nos últimos meses e retomar contato com esse dado na mão — muitas vezes o cliente só precisava de um motivo concreto pra decidir. A segunda é atualizar o material de divulgação (redes sociais, WhatsApp, anúncios) citando a queda do dólar como gatilho, sempre com a fonte, porque dado real gera mais confiança do que promessa genérica de “preço baixo”. A terceira é negociar com fornecedores e operadoras enquanto a demanda ainda não disparou de vez — quem sai na frente com cotação fechada tende a proteger a margem, mesmo se o câmbio virar de novo mais adiante.

É esse tipo de leitura de dado de mercado, transformada em argumento de venda pronto pro dia a dia, que o time da AceleraTour ajuda a estruturar pra agências e agentes de viagem em todo o Brasil.

Perguntas frequentes

Por que o dólar caiu tanto em 2026?

O real se valorizou principalmente por causa do fortalecimento das exportações brasileiras de petróleo, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que aumentaram a entrada de dólares na economia brasileira. No acumulado do ano até 28 de julho, a moeda caiu cerca de 6,8%.

Quanto os brasileiros gastaram no exterior no 1º semestre de 2026?

US$ 12,62 bilhões, segundo o Banco Central — alta de 22,5% sobre o mesmo período de 2025 e o maior valor da série histórica iniciada em 1995 pra um primeiro semestre.

O dólar mais barato realmente torna a viagem internacional mais barata pro cliente?

Sim, em termos de reais. Como passagens, hospedagem e consumo no exterior costumam ser cotados ou influenciados pelo dólar, a queda da moeda reduz o custo final em reais pra quem paga em real ou usa cartão internacional.

Até quando essa janela de câmbio favorável deve durar?

Não dá pra garantir. Câmbio oscila conforme fatores econômicos e geopolíticos, e é justamente essa incerteza que torna válido o argumento de fechar a viagem agora, travando o preço em reais antes de uma eventual alta do dólar.