
Resumo rápido
A ABAV-PR e o Sebrae Curitiba realizaram, através do programa gratuito Turbine Agências, uma oficina sobre inteligência artificial aplicada a agências de viagem. A mensagem central: a IA não trabalha sozinha, precisa ser direcionada por quem entende o cliente e o mercado. Os palestrantes ensinaram um método de 4 passos pra montar o prompt perfeito e reforçaram que a tecnologia serve pra ganhar tempo e personalizar a viagem, nunca pra substituir o atendimento humano. O programa continua com oficinas gratuitas até outubro de 2026.
Boa parte das agências de viagem brasileiras já usa alguma ferramenta de inteligência artificial no dia a dia, mas poucas usam de forma estratégica. Foi esse o problema que a ABAV-PR e o Sebrae Curitiba resolveram atacar direto, com uma oficina gratuita voltada só pra esse tema. Segundo o Paraná Portal, o encontro faz parte do programa Turbine Agências, iniciativa das duas entidades voltada à capacitação gratuita de empresas do setor de turismo.
A mensagem central: tecnologia não substitui direcionamento
Os palestrantes da oficina, Felipe Lazoski e Marcos Guerios, passaram orientações práticas sobre como usar ferramentas de IA de forma estratégica — não só como um brinquedo novo, mas como parte do processo de vendas. A ideia central, repetida várias vezes durante o encontro, é que a tecnologia não trabalha sozinha: pra gerar bons resultados, ela precisa ser bem direcionada por profissionais que entendem o mercado, o cliente e a experiência que a agência quer entregar.
Geraldo Zaidan Rocha, presidente da ABAV-PR, resumiu o espírito do encontro numa frase: a IA pode ajudar as agências, mas não faz tudo sozinha. O segredo é usar a ferramenta pra ganhar tempo e entregar uma viagem mais personalizada — no fim, quem entende o cliente e dá segurança pra viagem acontecer bem continua sendo o agente, não o algoritmo.

As dicas práticas que saíram da oficina
A programação trouxe uma lista de recomendações bem diretas, sem enrolação técnica. Antes de pedir qualquer coisa pra uma IA, o primeiro passo é ter clareza do problema que se quer resolver — sem esse objetivo definido, a resposta tende a sair genérica demais pra ser útil. A ferramenta deve servir pra melhorar o desempenho do profissional, não pra substituí-lo: quem dá a identidade do atendimento continua sendo a pessoa por trás da agência.
Outro ponto forte foi a ideia de hiperpersonalização: a IA trabalha com o que está disponível na internet, mas o agente agrega vivência, repertório de mercado e curadoria — coisas que nenhuma ferramenta reproduz sozinha. Os palestrantes também reforçaram escolher a ferramenta certa pra cada etapa do funil de vendas, já que existem IAs diferentes pra necessidades diferentes, e cada agência precisa entender quais fazem sentido pra sua operação.
Um alerta importante: não entregar todo o atendimento pra IA. Ela pode ser útil como primeiro contato — o que já discutimos neste outro artigo sobre atendimento automático fora do horário comercial — mas o cliente continua buscando segurança, confiança e suporte humano em algum momento da jornada. Mais do que vender um pacote, a agência entrega segurança, orientação e acompanhamento, algo que exige humanizar o atendimento, não automatizá-lo por completo.
O método de 4 passos pro prompt perfeito
Um dos momentos mais práticos da oficina foi o passo a passo pra construir o que os palestrantes chamaram de “prompt perfeito”: primeiro, explicar a situação com contexto suficiente; segundo, deixar claro qual é o objetivo esperado; terceiro, especificar pra quem é o resultado (o público); e quarto, definir o formato exato da entrega. Esse roteiro simples evita o erro mais comum de quem começa a usar IA: pedir algo vago e se frustrar com uma resposta genérica.
A oficina também deixou um alerta final que vale ouro: sempre revisar o que a ferramenta entrega. A tecnologia ajuda a ganhar tempo, mas a responsabilidade pela entrega continua sendo do profissional — e há muita informação errada circulando, inclusive gerada por IA. Revisar antes de mandar pro cliente não é burocracia, é proteção contra erro caro.
Por que isso conecta com o momento das agências brasileiras
Esse tipo de capacitação surge num momento em que o setor de turismo já discute abertamente o papel da tecnologia na sobrevivência das agências pequenas e médias — sem cair no discurso de que a IA vai substituir o agente. Como já mostramos neste artigo sobre a internet e o fim do improviso, cada onda de tecnologia nova sempre reforça o mesmo ponto: quem sabe usar a ferramenta a favor do atendimento sai na frente; quem tenta terceirizar o relacionamento inteiro pra máquina perde justamente o que diferencia uma agência de um site de busca de passagem.
A boa notícia é que dá pra aprender isso sem gastar nada: o Turbine Agências é 100% gratuito, com vagas limitadas, e continua com programação até outubro de 2026 — Gestão Financeira e Rentabilidade em 18 de agosto, Experiência do Cliente e Fidelização em 15 de setembro, e Planejamento Estratégico em 20 de outubro, sempre no Sebrae Curitiba. Mesmo quem não é do Paraná pode acompanhar o conteúdo divulgado depois de cada oficina como referência pra estruturar o próprio uso de IA.
Como aplicar isso na sua agência essa semana
O primeiro passo é simples: escolher uma tarefa repetitiva do seu funil de vendas (responder dúvida de documentação, montar roteiro inicial, escrever legenda de post) e testar o método de 4 passos do prompt perfeito nela, em vez de pedir algo vago pra IA. O segundo é definir, por escrito, onde a IA pode entrar no atendimento e onde o contato precisa ser humano — sem essa linha clara, é fácil escorregar pra um atendimento robotizado demais que afasta o cliente.
O terceiro é lembrar que direcionar bem a tecnologia é exatamente o que a AceleraTour foi criada pra fazer: uma plataforma de IA pensada pro turismo, com o time de marketing cuidando da estratégia por trás — pra sua agência não precisar aprender sozinha, na tentativa e erro, o que essa oficina levou uma manhã inteira pra ensinar.
Perguntas frequentes
O que é o programa Turbine Agências?
É uma iniciativa da ABAV-PR e do Sebrae Curitiba voltada à capacitação gratuita de agências de viagem, com oficinas práticas sobre gestão, atendimento, vendas, inovação e competitividade.
As oficinas são pagas?
Não. O programa é totalmente gratuito, com vagas limitadas, e acontece presencialmente no Sebrae Curitiba.
Quais são as próximas datas do programa?
18 de agosto (Gestão Financeira e Rentabilidade), 15 de setembro (Experiência do Cliente e Fidelização) e 20 de outubro de 2026 (Planejamento Estratégico para Empresas de Turismo).
A IA pode substituir o atendimento humano na agência?
Não, segundo os próprios palestrantes da oficina. A IA pode ajudar no primeiro contato e em tarefas repetitivas, mas o cliente continua buscando segurança, confiança e suporte humano ao longo da jornada de compra.
Como estruturar um bom prompt segundo a oficina?
Seguindo quatro passos: explicar a situação com contexto, deixar claro o objetivo, especificar o público e definir o formato exato da entrega esperada.
