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Seguro Viagem Vira Fonte de Receita: o Que o Crescimento de 12,2% Sinaliza Pra Sua Agência

Viajante segurando passaporte e documentos de seguro viagem em um aeroporto
Seguro viagem deixou de ser item de última hora — e virou linha de receita para quem vende.

Resumo rápido

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta crescimento de 12,2% para o seguro viagem em 2026 — mais que o dobro da média do mercado geral de seguros (5,6%). O produto está deixando de aparecer só na véspera do embarque e passando a ser incorporado desde o planejamento do roteiro, o que abre uma linha de receita consultiva pra agências que hoje tratam seguro como detalhe burocrático.

Um produto que estava escondido virou linha de receita

Durante anos, seguro viagem foi tratado como formulário: algo que o cliente preenchia às pressas, dias antes do embarque, só porque o destino exigia ou porque alguém insistiu. Os números de 2026 mostram esse comportamento mudando. Segundo dados da CNseg, o segmento de seguro viagem deve crescer 12,2% ao longo do ano — mais que o dobro da expansão prevista para o mercado geral de seguros no Brasil, estimada em 5,6%. É um segmento crescendo bem acima da média, dentro de um setor que já cresce.

O motivo estrutural é a mudança de quando o produto entra na conversa. Em vez de aparecer só nos últimos dias antes da viagem, o seguro está sendo incorporado desde a construção do roteiro — junto com a escolha de destino, duração e atividades planejadas. Isso muda completamente o papel do agente: de quem “empurra um seguro obrigatório” pra quem monta, junto com o cliente, a proteção que faz sentido pro perfil daquela viagem específica.

De item burocrático a venda consultiva

É exatamente aqui que mora a oportunidade que a maioria das agências ainda não está aproveitando. Quando o seguro entra na conversa cedo — junto com a cotação do pacote, não depois dela — o agente consegue fazer uma recomendação real: destino, perfil do passageiro, atividades planejadas e valor investido na viagem é que devem definir qual proteção faz sentido, não um pacote genérico oferecido de forma automática no checkout.

Essa lógica consultiva conecta direto com algo que já tratamos no artigo sobre o mecanismo de pontuação automática de leads: quanto mais o CRM da agência sabe sobre o perfil e a etapa da viagem de cada cliente, mais fácil fica oferecer o produto certo no momento certo — inclusive um seguro que realmente conversa com o roteiro, em vez de um item genérico anexado à fatura.

Agente de viagens explicando opções de seguro viagem para um cliente em um balcão de atendimento
A venda consultiva de seguro entra no mesmo momento da montagem do roteiro, não depois dele.

Os novos produtos que estão puxando esse crescimento

O movimento também está sendo puxado por produtos mais específicos do que a apólice genérica de sempre. A Universal Assistance lançou o CybberBoxx, voltado a situações em que dados pessoais ou cartões de crédito do viajante são comprometidos durante a viagem — um risco que praticamente não existia como categoria de seguro há poucos anos e que hoje faz sentido pra qualquer perfil de viajante conectado. Já a Affinity, em parceria com a LoungeKey, lançou o Smart Delay: liberação automática de acesso a sala VIP em caso de atraso de voo superior a uma hora, sem burocracia de reembolso posterior.

Esse tipo de produto nichado é o que transforma o seguro de “item obrigatório chato” em benefício tangível que o cliente enxerga na prática — e é justamente esse tipo de benefício concreto que facilita a venda consultiva mencionada acima, porque dá ao agente um argumento específico em vez de um discurso genérico sobre “proteção”.

Como isso vira receita recorrente pra sua agência

A comissão sobre seguro viagem tende a ser proporcionalmente pequena perto do valor de um pacote fechado — mas ela tem uma vantagem que poucos produtos de agência têm: é quase 100% margem, sem custo operacional adicional relevante, porque é vendida dentro de uma conversa que já estava acontecendo por outro motivo. Cada roteiro fechado é uma oportunidade de agregar essa linha extra sem esforço comercial novo, o que ajuda a diluir o CAC (custo de aquisição de cliente) da venda principal — o mesmo raciocínio de multi-venda que já mostramos funcionar bem nos números que provam o retorno da automação de atendimento.

Faz sentido também olhar pra fora do seguro viagem tradicional: o mesmo movimento de “produto acoplado à jornada, não empurrado no fim dela” está acontecendo em outras frentes do setor, como mostramos no artigo sobre o marketplace de viagens corporativas da Loupit — a lógica de agregar produtos complementares dentro da jornada do cliente, em vez de vendê-los separadamente, é uma tendência maior do que só o seguro.

Um diferencial que a OTA não consegue replicar

Existe também um argumento competitivo por trás desse número. Plataformas de reserva direta, do tipo “compre e pronto”, em geral empurram seguro viagem como um checkbox genérico no checkout — sem contexto, sem recomendação, sem alguém que conheça o roteiro. É justamente aí que o agente humano tem vantagem: ele sabe se o cliente vai fazer esporte radical, se está levando criança pequena, se o destino tem histórico de cancelamento de voo por clima. Recomendar proteção com esse nível de contexto é um serviço que nenhuma tela de checkout automatizada replica — e é também um lembrete pro cliente de por que vale a pena comprar com uma agência, e não direto com o fornecedor.

Esse reforço de relação de confiança importa ainda mais num momento em que o consumidor de viagem está mais disposto a investir por experiência: relatórios do setor de turismo de luxo já apontam consultores esperando aumento moderado nos gastos por viagem entre seus clientes ao longo de 2026. Cliente que gasta mais por viagem tende a valorizar mais proteção, não menos — o que torna a conversa sobre seguro ainda mais natural dentro de roteiros de ticket mais alto.

O que fazer com isso a partir de hoje

O primeiro ajuste é de processo, não de fornecedor: mover a conversa sobre seguro para o momento da cotação, não para o e-mail de véspera de embarque. O segundo é qualificar a recomendação — ter, mesmo que informalmente, 2 ou 3 opções de proteção mapeadas por perfil de viagem (família com crianças, executivo em viagem curta, mochilão internacional longo), em vez de oferecer sempre o mesmo produto padrão. Isso soma pouco tempo à conversa, mas transforma um item burocrático em argumento de venda — e em receita que, hoje, a maioria das agências está deixando na mesa. Com o AceleraTour, esse tipo de gatilho pode ser configurado direto no funil, aparecendo pro consultor automaticamente no momento certo da cotação.

Perguntas frequentes

Vale a pena vender seguro viagem se a comissão é baixa?

Sim, porque o custo de venda é quase zero — a conversa já está acontecendo por causa do pacote principal. É receita incremental sem esforço comercial adicional relevante.

Em que momento devo oferecer o seguro ao cliente?

O quanto antes, idealmente junto com a apresentação da cotação do pacote — não como item avulso enviado dias antes do embarque, quando o cliente já decidiu tudo o resto.

Preciso trabalhar com várias seguradoras para ter boas opções?

Não necessariamente. O que importa mais é ter clareza de 2 a 3 perfis de proteção que cobrem os principais tipos de viagem que sua agência vende, para recomendar com segurança em vez de empurrar um pacote único.

O crescimento de 12,2% é maior do que o do mercado de seguros em geral?

Sim — segundo a CNseg, a projeção para 2026 é de 12,2% no seguro viagem contra 5,6% de crescimento médio esperado para o mercado geral de seguros no Brasil.