
Resumo rápido
No PANROTAS Next de São José dos Campos (18/08/2026), Alexandre Cordeiro — fundador do Travel Tech Hub e CTO da Mobility — apresentou aos agentes de viagem presentes um playbook prático de IA: 10 prompts prontos pra usar, 5 assistentes de IA (e como montá-los) e mais de 15 templates de WhatsApp e e-mail. A mensagem central: IA não vende melhor que o agente, ela ajuda o agente a vender melhor — e o que importa é começar a usar agora, não esperar dominar o assunto.
Enquanto grande parte do debate sobre inteligência artificial no turismo gira em torno de investimentos pesados — plataformas próprias, agentes autônomos, marketplaces de IA —, uma parte relevante da conversa em 2026 também está acontecendo em um nível bem mais imediato: o que um agente de viagens, sozinho, numa agência pequena ou média, já pode fazer com IA generativa hoje, sem depender de nenhum sistema novo. Foi esse o recorte de Alexandre Cordeiro, fundador do Travel Tech Hub e CTO da Mobility, na edição do PANROTAS Next em São José dos Campos, no dia 18 de agosto (PANROTAS).
O playbook: 10 prompts, 5 assistentes, 15+ templates
Cordeiro entregou aos agentes presentes um material estruturado em três frentes. A primeira são dez prompts prontos, pensados pra tarefas do dia a dia da venda de viagem — do tipo que qualquer agente pode colar direto numa ferramenta de IA generativa sem precisar entender de engenharia de prompt. A segunda frente são cinco assistentes de IA configuráveis, com instruções de como montá-los, cada um voltado a uma etapa diferente do atendimento. E a terceira é um banco de mais de 15 templates de mensagem para WhatsApp e e-mail, cobrindo desde o primeiro contato até a recuperação de orçamentos parados (PANROTAS).
Esse tipo de material resolve um problema bem específico: muita agência já sabe, em teoria, que devia estar usando IA generativa no dia a dia, mas trava na prática — não sabe por onde começar, não tem tempo de testar prompt por tentativa e erro, e acaba nunca adotando de fato. Um pacote pronto de prompts e templates elimina exatamente essa barreira de entrada. Isso conversa direto com um problema que já tratamos aqui: agências que ainda vivem de planilha e WhatsApp avulso perdem leads justamente por falta de processo — e um assistente de IA bem configurado só funciona de verdade quando existe um mínimo de estrutura por trás dele.

“IA não vende melhor que você — ela ajuda você a vender melhor”
A frase de Cordeiro resume o espírito do playbook: a IA generativa não substitui a relação de confiança que o agente constrói com o viajante, ela remove o atrito que consome o tempo desse agente. Em vez de gastar vinte minutos redigindo um roteiro personalizado do zero, o agente parte de um prompt testado e ajusta os detalhes. Em vez de reescrever a mesma mensagem de follow-up pela centésima vez, ele usa um template pronto e personaliza o nome e o destino. O ganho não é qualidade artificial — é tempo devolvido pra fazer o que só o agente humano consegue fazer bem: entender o que aquele cliente específico realmente quer (PANROTAS).
Isso é especialmente relevante pra recuperação de orçamentos parados, um dos pontos mais sensíveis do funil de vendas de qualquer agência. Ter um template de WhatsApp já validado pra cada estágio da negociação — primeiro contato depois do orçamento, segundo lembrete, última tentativa antes de arquivar o lead — elimina a hesitação que faz muito agente simplesmente não mandar a mensagem de follow-up. Já mostramos como automação de atendimento por SMS, WhatsApp e CRM converte em resultado real pra agências de viagem — o playbook de Cordeiro é a versão “faça você mesmo, hoje, sem sistema novo” dessa mesma lógica.
Não importa o nível — o que importa é começar agora
Outro ponto que Cordeiro reforçou é que a adoção de IA não é uma corrida em que só quem começou primeiro ganha. “Não importa em que nível você está. O que importa é começar agora — e se adaptar rápido”, disse ele aos agentes presentes (PANROTAS). Essa mensagem importa porque parte considerável do mercado de agências ainda trata IA generativa como algo distante, reservado pra grandes operadoras com equipe de tecnologia dedicada. O playbook prova o oposto: um agente sozinho, numa agência pequena, pode montar um assistente de IA em poucos minutos e já sair da apresentação com material pronto pra usar no atendimento da tarde.
O timing da apresentação também não foi acaso. Cordeiro aproveitou o PANROTAS Next em São José dos Campos pra convidar os agentes pra edição de 2026 do Travel Tech Hub Day, realizada seis dias depois, em 24 de agosto, em São Paulo — o principal evento de tecnologia para turismo da América Latina, que reuniu especialistas, trilhas de conteúdo e feira de negócios voltados justamente pra esse tipo de adoção prática de IA no setor.
Como aplicar isso na sua agência, mesmo sem o material original
Você não precisa ter estado em São José dos Campos pra aplicar a lógica por trás do playbook. Três passos concretos:
1. Monte seu próprio banco de templates. Reúna as mensagens de WhatsApp que sua equipe já reescreve toda semana — primeiro contato, envio de orçamento, follow-up, confirmação de pagamento — e transforme cada uma num template com campos pra personalizar (nome, destino, data). Isso sozinho já corta minutos de cada atendimento.
2. Crie um assistente de IA por etapa do funil, não um assistente genérico. Um assistente pra rascunhar roteiro de viagem é diferente de um assistente pra lidar com objeção de preço. Configurar cada um com instruções específicas dá resultado muito melhor do que pedir tudo pra um chat genérico.
3. Trate isso como hábito de equipe, não experimento individual. Se só um agente da equipe usa IA no dia a dia, o ganho fica isolado. O playbook de Cordeiro funciona porque foi pensado pra virar rotina — e rotina só pega quando todo mundo na agência usa o mesmo processo.
No fim, o recado é o mesmo de outras frentes de tecnologia no turismo em 2026: a ferramenta importa menos do que o processo por trás dela. Um assistente de IA sem template de WhatsApp organizado, ou um CRM sem rotina de follow-up, entrega só uma fração do resultado possível. A AceleraTour foi pensada exatamente pra isso: dar à sua agência a estrutura de CRM e automação de WhatsApp que faz um playbook de IA como esse render de verdade, em vez de virar mais uma aba de navegador esquecida.
Perguntas frequentes
O que é o playbook de IA apresentado por Alexandre Cordeiro?
Um material prático com 10 prompts prontos, 5 assistentes de IA configuráveis (com instruções de como montá-los) e mais de 15 templates de WhatsApp e e-mail, voltado a agentes de viagem que querem usar IA generativa no atendimento sem depender de sistemas novos.
Preciso de conhecimento técnico pra usar esse tipo de prompt e assistente?
Não. A proposta do playbook é justamente eliminar a barreira técnica: os prompts são prontos pra colar em qualquer ferramenta de IA generativa, sem exigir conhecimento de programação ou engenharia de prompt.
Minha agência é pequena, ainda vale a pena adotar IA no atendimento?
Sim — segundo Cordeiro, o nível em que a agência está hoje importa menos do que começar a usar agora. Agências pequenas costumam sentir o ganho de tempo ainda mais rápido, já que cada atendimento manual pesa proporcionalmente mais na rotina.
Um assistente de IA substitui o CRM da agência?
Não. O assistente de IA ajuda a produzir conteúdo e respostas mais rápido, mas sem um CRM organizando os leads e os follow-ups, boa parte do ganho de produtividade se perde no meio do caminho.
