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Ministério do Turismo Lança Pesquisa Inédita Pra Mapear o Perfil do Turista em 50 Destinos do Brasil

Pesquisador com prancheta entrevista turista na rua para pesquisa nacional de demanda turística
Pesquisadores de prancheta ouvem cerca de 22,5 mil turistas em 50 destinos brasileiros até outubro de 2026.

Resumo rápido

O Ministério do Turismo e a Itaipu Parquetec lançaram a Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT), primeira edição de um levantamento que ouve turista cara a cara em 50 municípios das cinco regiões do país. A meta é cerca de 22,5 mil entrevistas. Os dados viram política pública e também mostram pra agência de viagens como o turista de cada destino realmente decide a viagem.

O Ministério do Turismo e a Itaipu Parquetec iniciaram, em setembro de 2026, a primeira edição da Pesquisa Nacional de Demanda Turística. Pesquisadores treinados abordam turista em 50 municípios brasileiros até o início de outubro. A meta é ouvir cerca de 22,5 mil pessoas sobre motivação, planejamento e experiência de viagem.

O Que é a Pesquisa Nacional de Demanda Turística

A PNDT é a primeira pesquisa nacional de demanda turística feita pelo governo federal com metodologia única em todo o país. Ela entrevista turista brasileiro e estrangeiro em 50 municípios das cinco regiões, com cerca de 22,5 mil entrevistas presenciais previstas.

Os municípios não foram escolhidos ao acaso. A seleção usa o Mapa do Turismo Brasileiro e o Índice Geral de Municípios, um ranking que cruza 70 indicadores em dez dimensões ligadas à atividade turística.

A pesquisa faz parte do Observatório Nacional de Turismo Sustentável. Esse observatório nasceu de um acordo de cooperação assinado em fevereiro de 2025 entre o Ministério do Turismo e a Itaipu Parquetec.

Antes da PNDT, cada destino fazia sua própria pesquisa de demanda, quando fazia. O método mudava de prefeitura pra prefeitura. Um resultado comparável entre municípios praticamente não existia.

Agora o governo federal padroniza a pergunta e o jeito de perguntar. Isso permite comparar Rio de Janeiro com uma cidade pequena do interior do Paraná, usando o mesmo critério nos dois casos.

Como a Coleta de Dados Funciona na Prática

Pesquisadores identificados por crachá abordam o turista em pontos de grande circulação de cada destino, como praça, orla e centro histórico. A conversa só acontece com quem tem 18 anos ou mais, não mora no município e já fez ou pretende fazer pelo menos um pernoite ali.

As perguntas cobrem motivação da viagem, forma de planejamento, fonte de informação usada pra escolher o destino e avaliação da experiência vivida. Entram também questões sobre transporte, hospedagem, permanência, composição do grupo e gasto durante a estadia.

O turista também responde sobre infraestrutura local, qualidade do serviço recebido, acessibilidade, segurança e conectividade do destino. É um retrato completo da experiência, não só da decisão de compra.

Coletamos os dados mais precisos e confiáveis do momento turístico que vivemos pra implementar políticas públicas consistentes de desenvolvimento do turismo em todas as regiões do Brasil.

Gustavo Feliciano, Ministro do Turismo — Brasil61

Municípios como São Paulo, Ilhabela, Goiânia e Caldas Novas já receberam pesquisador em campo. Dois destinos do Paraná também entraram na amostra, ao lado de cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A coleta avança destino por destino, não todos ao mesmo tempo. Cada município recebe uma leva de pesquisadores por alguns dias, depois a equipe segue pro próximo ponto da lista de 50.

Esse ritmo explica por que a pesquisa levou de setembro a outubro de 2026 pra cobrir o país inteiro. Entrevistar 22,5 mil pessoas cara a cara, em cinco regiões, não é tarefa de uma semana só.

O Cenário Que a Pesquisa Chega Pra Medir

O Brasil já soma mais de 6,4 milhões de turistas internacionais nos oito primeiros meses de 2026. O turismo internacional movimenta US$ 7,4 bilhões no país só neste ano, segundo dados oficiais do setor.

Esse volume crescente é exatamente o que falta entender em detalhe. Saber que o turista existe é diferente de saber por que ele escolhe determinado destino, e não outro parecido ao lado.

A PNDT nasce pra fechar essa lacuna. Sem esse tipo de dado, política pública e campanha de destino avançam no escuro, por tentativa e erro.

Por Que Isso Importa Pra Quem Vende Viagem

Esse tipo de dado mostra, destino por destino, de onde vem o turista e por que ele escolheu aquele lugar. Agência de viagens que vende pacote pra um dos 50 municípios ganha argumento real pra campanha, em vez de achismo sobre o próprio cliente.

A pesquisa também revela a fonte de informação que mais pesa na decisão de viagem. Quando o resultado sair, em abril de 2027, vai ficar mais claro quanto do público de cada destino chega pela internet e quanto chega por indicação.

Isso vale tanto pra agência de viagens que vende pacote pronto quanto pra quem monta roteiro sob medida. Os dois precisam saber o que pesa na cabeça de quem ainda não decidiu viajar.

O que a PNDT mede Como isso ajuda a agência de viagens
Motivação da viagem Define o gancho certo pra campanha de cada destino
Fonte de informação usada Mostra onde investir em tráfego pago e conteúdo
Perfil de hospedagem e gasto Ajuda a montar pacote no ticket médio certo
Avaliação da experiência Sinaliza ponto fraco do destino pra reforçar na venda
Praça histórica de cidade brasileira, um dos destinos pesquisados pelo turismo nacional
Cidades pequenas, como Itu (SP), também entram na amostra de 50 destinos.

Enquanto o resultado da PNDT não sai, a agência de viagens já tem outra fonte de dado recente sobre o setor. O Censo Abav 2025 mostrou o retrato de quem vende essa viagem no Brasil.

Uma agência de viagens que já tem seu Perfil da Empresa no Google configurado sai na frente. Ela capta, hoje, parte do mesmo turista que a PNDT só vai descrever em 2027.

A AceleraTour ajuda a agência de viagens a transformar esse tipo de dado em campanha e em atendimento mais rápido pro cliente que já chega interessado.

O Que Essa Pesquisa NÃO Resolve

A PNDT não substitui o dado que a própria agência de viagens coleta do seu cliente. Ela mostra a média do destino, não o comportamento de quem já está na carteira de atendimento de cada empresa.

O resultado completo também não sai amanhã. A pesquisa termina a coleta em outubro de 2026, mas a divulgação pelos painéis do Observatório Nacional de Turismo Sustentável só está prevista pra abril de 2027.

Até lá, quem decide esperar o dado oficial perde tempo de venda. A agência de viagens que já registra motivação e origem do próprio cliente, mesmo numa planilha simples, chega em 2027 na frente de quem só esperou o governo divulgar.

Perguntas frequentes

O que é a Pesquisa Nacional de Demanda Turística?

É a primeira pesquisa do Ministério do Turismo e da Itaipu Parquetec que entrevista turista presencialmente em 50 municípios brasileiros, com cerca de 22,5 mil entrevistas previstas.

Quem pode responder a pesquisa?

Turista brasileiro ou estrangeiro com 18 anos ou mais, que não more no município pesquisado e tenha feito ou pretenda fazer pelo menos um pernoite no destino.

Quando sai o resultado da pesquisa?

A divulgação está prevista pra abril de 2027, pelos painéis do Observatório Nacional de Turismo Sustentável.

Como a agência de viagens usa esse tipo de dado?

Usa pra entender motivação, fonte de informação e perfil de gasto do turista de cada destino, e ajustar campanha e pacote por cima disso.