
Resumo rápido
Na 53ª Abav Expo, profissionais do turismo disseram que o futuro do setor depende menos de vender produto. Depende mais de entender o viajante. Uma pesquisa da Braztoa com a GKS Inteligência Territorial reforça o recado. Para 59% dos entrevistados, a competência mais valorizada até 2035 é criar experiências únicas, não dominar tecnologia.
A Abav Expo 2026 encerrou em 2 de outubro, no Expo Center Norte. Profissionais do turismo repetiram o mesmo diagnóstico ali: o preço perde força como argumento de venda. Cláudia Brito, diretora comercial da Coris, disse ao Diário do Comércio que o consumidor olha cada vez mais pra qualidade do serviço. Pra agência de viagens pequena, isso muda onde vale investir tempo.
O Que a Abav Expo 2026 Revelou Sobre o Futuro do Turismo
A 53ª edição da Abav Expo reuniu cerca de 35 mil visitantes. O evento ocorreu no Expo Center Norte, em São Paulo, entre 30 de setembro e 2 de outubro de 2026. Em várias rodas de conversa, profissionais de elos diferentes da cadeia chegaram à mesma conclusão. Seguradoras, operadoras e consolidadoras falaram a mesma língua: o setor vai depender menos de catálogo de produto.
Essa mudança não é modismo de feira. Ela aparece também numa pesquisa da Braztoa sobre como o turismo vai se parecer em 2035. O estudo foi conduzido com a GKS Inteligência Territorial e a professora Mariana Aldrigui. Ele ouviu profissionais e estudantes do setor. O resultado reforça o mesmo ponto: a experiência entregue importa mais do que o produto vendido.
Menos Visitantes, Mais Negócio: o Que Isso Diz Sobre o Setor
A Abav Expo 2026 recebeu cerca de 35 mil visitantes, uma queda de 16% em relação a 2025. O número isolado pareceria ruim. Mas 82,5% dos expositores avaliaram o perfil do público como adequado, segundo dados próprios da Abav divulgados no encerramento da feira. Menos gente passando pelo estande, porém mais gente com intenção real de negócio.
Esse dado conversa direto com o diagnóstico de Cláudia Brito. Quantidade de contato perde espaço pra qualidade de contato. O mesmo raciocínio vale pra agência de viagens pequena: não adianta responder cem leads frios por mês. Adianta mais atender bem vinte leads que já sabem o que querem.
Por Que o Preço Perde Espaço pra Qualidade do Atendimento
Cláudia Brito é diretora comercial da Coris, empresa de assistência e seguro viagem. Ela afirma que o consumidor está mais atento à qualidade do serviço contratado. E dá menos peso exclusivo ao preço. A fala resume um movimento que cruza vários segmentos do turismo agora.
Isso acontece porque o acesso à informação mudou. O viajante de hoje compara preço em segundos, em qualquer aplicativo. Por isso, o preço sozinho já não diferencia nenhuma agência de viagens da concorrência. O que diferencia é o cuidado antes, durante e depois da venda.

Uma AceleraTour ajuda exatamente nesse ponto. Ela guarda um histórico completo de cada cliente, acessível num clique. Isso permite tratar cada viajante como alguém que a agência de viagens já conhece. Vale até quando é o consultor novo quem atende.
O Que os Profissionais do Turismo Esperam até 2035
Na pesquisa da Braztoa, 59% dos respondentes apontaram o “criador de experiências únicas” como a competência mais valorizada do futuro. Especialistas em dados e tecnologia vêm em segundo lugar, com 24%. A diferença entre os dois números é grande. Ela diz algo importante: dominar ferramenta não é o topo da lista.
O mesmo estudo mostra outro equilíbrio revelador. Para 36% dos entrevistados, o trabalho do profissional de turismo vai ficar mais humanizado e personalizado. Para 29%, mais tecnológico e remoto. Só 22% acreditam que o turismo em 2035 vai ser, acima de tudo, automatizado. As forças mais citadas pra moldar esse futuro foram tecnologia e inteligência artificial, com 34%, e mudanças climáticas, com 27%.
A pesquisa ainda está em fase preliminar, mas o recorte já é grande. Reúne profissionais em atuação e estudantes de turismo, olhando o setor num horizonte de quase dez anos. Esse tipo de estudo de longo prazo serve de bússola. Ele mostra onde investir energia agora, antes que a mudança vire regra do mercado.
| O que os profissionais de turismo esperam pra 2035 | % dos entrevistados |
|---|---|
| Criador de experiências únicas é a competência mais valorizada | 59% |
| Especialista em dados e tecnologia é a competência mais valorizada | 24% |
| Trabalho mais humanizado e personalizado | 36% |
| Trabalho mais tecnológico e remoto | 29% |
| Turismo mais automatizado | 22% |
Os consumidores estão cada vez mais atentos à qualidade do serviço que contratam e dão menos peso exclusivo ao preço.
Cláudia Brito, diretora comercial da Coris — Diário do Comércio
Como a Tecnologia Entra Nessa Conta
Nenhuma das duas fontes descarta a tecnologia. Pelo contrário: a programação da Abav Expo 2026 reservou espaço só pra inteligência artificial aplicada ao turismo. O tema dividiu palco com afroturismo e ESG. O recado é que tecnologia e atenção humana crescem juntas, não uma no lugar da outra.
Na prática, isso significa usar sistema pra nunca perder o histórico de um cliente. Pra lembrar de uma data importante. Pra responder rápido quando o cliente chama. A conversa em si, o jeito de ouvir e de sugerir, fica por conta do consultor. Um CRM de viagens bem usado é ferramenta de bastidor. Não é substituto da conversa. Quem quiser entender melhor essa base pode ver o guia sobre o que é CRM.
Essa divisão de papéis também aparece antes da primeira cotação. Uma agência de viagens que já entra na conversa sabendo o perfil do lead acerta mais rápido. Esse ponto está detalhado no guia sobre lead qualificado.
O Que Essa Notícia NÃO Muda
Essa notícia não muda o fato de que o preço continua pesando no bolso do viajante brasileiro. Pesa sobretudo fora de alta temporada. Personalização não substitui competitividade de tabela — ela soma a ela. Uma agência de viagens que ignorar o preço por completo ainda vai perder venda pra quem cobra menos por um pacote parecido.
Perguntas frequentes
O que os profissionais de turismo disseram sobre o futuro do setor na Abav Expo 2026?
Disseram que o setor vai depender menos de produto e mais de entender o viajante, com personalização e experiência como diferencial central, segundo o Diário do Comércio.
O que a pesquisa da Braztoa sobre 2035 encontrou?
Encontrou que 59% dos profissionais de turismo veem o “criador de experiências únicas” como a competência mais valorizada do futuro, à frente dos 24% que apontam dados e tecnologia.
A inteligência artificial vai substituir o agente de viagens?
Não, segundo as fontes consultadas. Só 22% dos profissionais de turismo esperam um setor majoritariamente automatizado até 2035. A maioria espera tecnologia e atenção humana lado a lado.
Por que o preço perde força como argumento de venda?
Porque o viajante já compara preço sozinho, em segundos, em qualquer aplicativo. O que resta pra diferenciar uma agência de viagens é o cuidado antes, durante e depois da venda.
Como uma agência de viagens pequena aplica personalização no dia a dia?
Guardando o histórico de cada cliente num só lugar, acessível a qualquer consultor. Assim cada conversa continua de onde a anterior parou, em vez de recomeçar do zero.
