
Resumo rápido
Segundo a 4ª edição da pesquisa “Insights para o Turismo”, do Travel Leaders Hub, 48,3% dos viajantes brasileiros já aproveitaram uma viagem a trabalho pra estender a estadia e conhecer o destino — e 85% dizem que pretendem fazer isso de novo. O bleisure (mistura de business com leisure) deixou de ser nicho e virou comportamento de consumo. Pra sua agência, isso é uma oferta pronta pra vender: quem já vai viajar a trabalho só precisa de um empurrão — e de alguém que organize os dias extras — pra virar cliente de lazer também.
Julho mostrou aqui que datas certas no calendário já são gatilho suficiente pra puxar venda — o bleisure é outro gatilho parecido, só que ele já existe dentro da agenda do próprio cliente, sem sua agência precisar criar a oportunidade do zero. Ele só precisa perceber que ela está ali.
O que é bleisure e por que virou comportamento, não modismo
Bleisure é a junção de business (negócios) com leisure (lazer): o profissional que viaja a trabalho e decide ficar mais alguns dias, por conta própria, pra conhecer o destino, descansar ou levar a família. Não é uma ideia nova, mas o estudo do Travel Leaders Hub, divulgado pelo Portal PANROTAS, mostra que ela deixou de ser exceção: quase metade dos brasileiros que viajam a trabalho já faz isso, e a imensa maioria (85%) quer repetir. O trabalho híbrido e remoto ajudou a normalizar essa mistura — hoje é mais fácil emendar dois dias de folga numa viagem corporativa sem precisar pedir satisfação pra ninguém.
Os números por trás do bleisure no Brasil
Além do 48,3% e do 85% de intenção, a pesquisa do Travel Leaders Hub aponta um público específico puxando essa onda: executivos entre 35 e 54 anos, com renda acima de R$ 15 mil, são o grupo que mais mistura viagem corporativa com lazer — e também o grupo que mais impulsiona o turismo internacional no Brasil hoje. O mesmo estudo identificou mais de 165 mil menções online sobre o tema no período analisado, com São Paulo puxando a fila: a cidade teve alta de 28% nas conversas sobre bleisure, natural pra quem concentra grande parte das viagens corporativas do país.

O que esse viajante busca quando decide ficar mais uns dias
O mesmo levantamento do Travel Leaders Hub traz uma pista importante pra montar a oferta certa: o luxo extremo perdeu espaço pra um conforto equilibrado. Hotéis 4 estrelas são a preferência dominante, e localização, segurança e facilidade de reserva lideram os critérios de escolha — resorts isolados tiveram participação bem menor. Ou seja, o cliente bleisure não está atrás de um upgrade caro: ele quer um hotel bem localizado (de preferência perto de onde já vai ficar hospedado a trabalho), fácil de reservar e com estrutura decente pra aproveitar o tempo livre. A gastronomia também pesa: no mesmo estudo, ela aparece como a experiência mais desejada nas viagens em geral, à frente de atrações naturais e de vida noturna — um roteiro de restaurantes locais custa pouco pra montar e converte bem como oferta adicional.
Como sua agência transforma isso em pacote de verdade
Na prática, o pacote bleisure não precisa ser complexo. Ele pode ser tão simples quanto: manter a mesma reserva de hotel por mais 2 a 3 diárias, sugerir um passeio ou experiência gastronômica pro fim de semana que sobra entre a viagem a trabalho e a volta, e cuidar da parte chata (troca de passagem, checkout mais tarde, transfer extra) que o próprio cliente não teria tempo de resolver sozinho no meio da correria da agenda corporativa. Pra quem já atende empresas ou profissionais liberais na carteira, vale simplesmente perguntar direto: sua próxima viagem é a trabalho? Quer que eu já deixe cotado um fim de semana de folga no mesmo destino? — é uma oferta que quase se vende sozinha, porque resolve um desejo que o cliente já tem, só não tinha organizado ainda.
Quando oferecer o bleisure na conversa com o cliente
O melhor momento pra propor a extensão é na cotação da própria viagem corporativa — antes de fechar passagem e hotel, não depois. Se o destino também está na lista de lugares fora do radar que valem a pena na baixa temporada, é ainda mais fácil sugerir dias extras: hotel mais barato, aeroporto mais tranquilo e menos gente disputando restaurante. Isso também abre espaço pra sua agência cobrar uma taxa de planejamento pela parte de lazer, mesmo quando a passagem e o hotel da parte corporativa são pagos ou reembolsados pela empresa do cliente.
Pra captar esse tipo de pedido com organização — sem depender de lembrar na cabeça quem viajou a trabalho recentemente — é esse tipo de acompanhamento de cliente que o time da AceleraTour ajuda a estruturar pra agências e agentes de viagem em todo o Brasil.
Perguntas frequentes
O que é viagem bleisure?
É a viagem que mistura business (trabalho) com leisure (lazer): o profissional viaja a trabalho e decide ficar mais alguns dias, por conta própria, pra descansar ou conhecer o destino.
Quantos brasileiros já fizeram uma viagem bleisure?
Segundo o Travel Leaders Hub, 48,3% dos viajantes brasileiros já estenderam uma viagem corporativa pra lazer, e 85% pretendem repetir isso no futuro.
Que tipo de hospedagem o viajante bleisure prefere?
Hotéis 4 estrelas bem localizados, com facilidade de reserva e segurança — o mesmo estudo mostra que o luxo extremo perdeu espaço pra um conforto mais equilibrado.
Como uma agência de viagens vende pacote bleisure?
Oferecendo a extensão da estadia já na cotação da viagem corporativa, sugerindo um roteiro simples (gastronomia, passeio de fim de semana) e cuidando da logística extra (checkout, transfer, troca de passagem) que o cliente não tem tempo de resolver sozinho.
