
Resumo rápido
A Abav Nacional projeta crescimento de até 8% nas chegadas internacionais e 9,8% a mais em gastos de turista estrangeiro em 2026. No Brasil, a expectativa é de 367,4 milhões de viagens domésticas e US$ 23,2 bilhões movimentados em hospedagem. O Censo Abav 2025 mostra que 93,3% das agências de viagens do país são micro, MEI ou pequenas empresas — e o papel do agente está virando curadoria.
O setor de turismo brasileiro projeta crescimento de até 8% nas chegadas internacionais em 2026, segundo a Abav Nacional. No país, a expectativa é de 367,4 milhões de viagens domésticas e US$ 23,2 bilhões em hospedagem. O Censo Abav 2025 confirma que 93,3% das agências de viagens são micro, MEI ou pequenas empresas.
O Que a Abav Nacional Projeta Pra 2026
Segundo dados citados pela Abav Nacional, o turismo mundial deve crescer até 8% em chegadas internacionais neste ano, com avanço de 9,8% nos gastos de turistas estrangeiros. No Brasil, a expectativa é de 367,4 milhões de viagens domésticas, movimentando US$ 23,2 bilhões em hospedagem.
O número de pernoites também cresce: a estimativa é de 868 milhões de diárias, 19,5% acima do patamar registrado antes da pandemia. É a confirmação de que a retomada do setor não parou no ano passado — ela segue acelerando.
Pra quem administra uma agência de viagens, esse crescimento chega junto com mais concorrência e mais opção pro cliente comparar preço. É nesse cenário que a curadoria volta a pesar na decisão de compra.
O Perfil Real da Agência de Viagens Brasileira
O Censo Abav 2025, coordenado pela professora Mariana Aldrigui, da USP, e apresentado no encerramento da Abav Expo 52, traçou o retrato mais completo do setor até hoje. A conclusão central: o turismo brasileiro é sustentado por negócio pequeno, tocado pelo próprio dono.
| Porte da agência de viagens | Fatia do setor |
|---|---|
| Microempresas | 46,3% |
| MEI (microempreendedor individual) | 21,3% |
| Pequenas empresas | 25,7% |
| Médias empresas | 6,1% |
| Grandes empresas | 0,5% |
Somando micro, MEI e pequenas, dá 93,3% do setor. É praticamente toda a agência de viagens do país rodando com estrutura enxuta, muitas vezes sem funcionário fixo — o perfil que já aparece em outro levantamento, segundo o qual 89,4% das agências de turismo no Brasil não têm funcionário.
O setor também está em plena abertura de negócio novo. Segundo a consultoria IPC Maps, o país soma hoje 123.480 estabelecimentos entre agência de viagens, operadora e serviço de reserva, 14,1% a mais que no ano anterior. Desde 2025, mais de 15 mil empresas novas de viagem abriram as portas no Brasil.
De Vendedor a Curador: a Transformação do Agente de Viagens
A Abav Nacional aponta uma mudança clara no papel do agente: de quem emite bilhete pra quem orienta a decisão inteira da viagem. A presidente da entidade resumiu essa transformação numa frase direta sobre o momento do setor.
O agente de viagens atua como consultor, planejador e curador de experiências, ajudando o viajante a tomar decisões mais seguras e assertivas em um mercado que oferece cada vez mais opções.
Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional — Brasil Turis
Essa fala confirma o que o Censo Abav já media em números: o agente de viagens que só cota preço perde espaço pro próprio cliente, que compara tudo sozinho no celular. Quem vende curadoria, com conhecimento real de destino, segue indispensável.

Como o Viajante Brasileiro Está se Comportando em 2026
O Brasil já atrai 40% dos turistas internacionais que chegam à América do Sul no início de 2026, segundo levantamento citado por veículos do setor. É o país mais procurado da região, puxando parte da demanda que a Abav Nacional projeta pro ano inteiro.
Do lado de quem viaja pra dentro do próprio país, a Serasa Experian mapeou 17,9 milhões de brasileiros com perfil viajante — gente que pesquisa, compara e compra passagem e pacote com frequência. Nesse grupo, a busca por milhas quase dobrou na comparação com o ano anterior, sinal de um consumidor mais atento a preço e benefício.
Esse viajante mais informado pesquisa por conta própria antes de fechar com qualquer agência de viagens. Ele chega sabendo o preço do concorrente e esperando uma resposta rápida — é esse comportamento que torna a organização do atendimento tão decisiva quanto o preço do pacote.
O Que Isso Significa Pra Quem Administra uma Agência de Viagens Pequena
Com 93,3% do setor concentrado em negócio pequeno, a disputa não é de porte — é de organização. Quem cruza cada cotação, cada follow-up e cada pós-venda numa plataforma única consegue atender mais gente sem perder a curadoria que o cliente procura.
O crescimento de 6,6% esperado pro setor turístico em 2026 só vira receita pra quem consegue responder rápido e fechar sem deixar a cotação esfriar. Por isso vale revisar como está o funil de vendas da sua agência de viagens e se o follow-up de cotação parada já tem uma cadência definida.
Com 123.480 estabelecimentos disputando o mesmo cliente mais informado, o diferencial deixou de ser só o preço do pacote. Quem registra cada conversa, cada orçamento e cada data de retorno consegue parecer maior do que é — e atender com a mesma agilidade de uma operadora grande, mesmo sendo uma operação de uma pessoa só.
O Que Essa Notícia NÃO Muda
Crescimento de mercado não garante venda automática pra nenhuma agência de viagens. Os mesmos 367,4 milhões de viagens domésticas também vão parar nas mãos de operadora grande e de aplicativo de busca direta. O dado da Abav mostra oportunidade, não destino certo — quem não organizar atendimento e cotação segue perdendo cliente pra concorrência mais rápida.
Também não significa que basta abrir CNPJ e esperar o movimento chegar sozinho. Dos 123.480 estabelecimentos contados pela IPC Maps, boa parte vai fechar as portas nos próximos anos — é o padrão histórico de qualquer setor com entrada fácil e tanta microempresa. Sobrevive quem organiza processo, não quem só aposta na alta do turismo.
Perguntas frequentes
Quantas agências de viagens existem no Brasil?
O Censo Abav 2025 não divulgou um total fechado, mas mostrou que 93,3% do setor é formado por microempresas, MEI e pequenas empresas, a maioria tocada pelo próprio dono.
Qual o crescimento esperado pro turismo em 2026?
A Abav Nacional cita crescimento de até 8% nas chegadas internacionais e avanço de 9,8% nos gastos de turistas estrangeiros, com 367,4 milhões de viagens domésticas esperadas no Brasil.
O papel do agente de viagens está mudando?
Sim. Segundo a presidente da Abav Nacional, o agente de viagens atua cada vez mais como consultor e curador de experiências, não só como quem emite passagem.
Vale a pena abrir uma agência de viagens pequena em 2026?
Os números da Abav sugerem que sim: 93,3% do setor já é pequeno negócio, e o turismo doméstico brasileiro segue em expansão acima do patamar pré-pandemia.
Como uma agência de viagens pequena aproveita esse crescimento?
Organizando cotação, follow-up e pós-venda numa única plataforma, pra responder rápido e não perder cliente pra quem atende mais depressa.
