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89% dos Viajantes Querem Usar IA pra Planejar a Viagem, mas Só 6% Confiam Nela pra Decidir

Mulher de óculos segurando o celular com expressão de dúvida e desconfiança
89% dos viajantes querem usar IA pra planejar a viagem — só 6% confiam nela pra decidir sozinha.

Resumo rápido

Uma pesquisa global da Booking.com, com 37 mil respondentes, mostra que 89% dos viajantes pretendem usar inteligência artificial pra planejar a próxima viagem. Só 6% confiam na tecnologia pra decidir sozinha. No Brasil o entusiasmo é ainda maior, mas a confiança plena também fica longe de ser maioria.

A pesquisa global da Booking.com ouviu 37 mil viajantes e achou um contraste direto. 89% querem usar IA pra montar a próxima viagem; apenas 6% confiariam na tecnologia pra decidir sozinha. Pra quem vende viagem, isso significa uma coisa: o cliente ainda busca um profissional pra fechar.

O Que a Pesquisa da Booking.com Encontrou

O levantamento, divulgado no contexto do Travel Conference 2026 e repercutido em 17/09/2026, ouviu viajantes de vários países sobre o uso de inteligência artificial no planejamento de viagem. 89% disseram que pretendem usar alguma ferramenta de IA na próxima viagem.

O número cai fundo quando o assunto muda de “pesquisar” pra “decidir”. Só 6% confiam plenamente na tecnologia pra tomar uma decisão de viagem sem revisão humana. A distância entre os dois números é o verdadeiro achado da pesquisa.

A pesquisa reforça um padrão que já aparecia em levantamentos anteriores do setor: o interesse por IA cresce ano após ano, mas a confiança pra decidir sozinho cresce bem mais devagar. Viagem continua sendo uma das compras em que o consumidor mais pede segunda opinião.

Por Que a Confiança Trava Justo na Hora de Decidir

Uma pesquisa separada do Expedia Group reforça o mesmo padrão: 66% dos viajantes não deixariam um assistente virtual reservar ou comprar uma viagem em nome deles. Pesquisar é uma coisa, pagar é outra.

Viagem envolve dinheiro alto, data fixa e risco real de erro. Um voo errado ou uma reserva cancelada não se resolve com um clique novo — alguém precisa resolver por telefone, muitas vezes no mesmo dia.

Agente de viagens entregando documentos de uma futura viagem para o cliente no escritório
O fechamento da venda ainda passa, quase sempre, por uma pessoa.

O Brasil Está Acima da Média — e Ainda Assim Não Confia Plenamente

No Brasil, o entusiasmo com inteligência artificial passa da média global: 98% dos brasileiros dizem estar animados com a tecnologia, contra 91% no mundo. Mesmo assim, só 12% confiam totalmente nela — o dobro da média mundial, mas longe de ser maioria.

Os casos de uso mais inovadores que veremos no futuro provavelmente virão de mercados como o Brasil e a China, que já demonstram alta aceitação e experimentação.

Cíntia Tavella, diretora regional das Américas da Booking.com — Mercado&Eventos

O Brasil experimenta mais. Isso não quer dizer que o cliente brasileiro abre mão do humano — quer dizer que ele testa a ferramenta antes de confiar o fechamento a ela.

Esse padrão já aparece em outras pesquisas do setor: o viajante brasileiro adota tecnologia nova rápido, mas mantém o hábito de confirmar a decisão grande com uma pessoa de confiança — seja um amigo que já viajou, seja quem vendeu a passagem.

Onde a IA Já Ajuda Sem Gerar Desconfiança

A mesma pesquisa da Booking.com mostra que a etapa de pesquisa é onde a inteligência artificial tem a adesão mais alta. Comparar destino, montar roteiro inicial e sugerir datas são tarefas que o viajante já delega sem problema.

O ponto de virada aparece quando entra dinheiro de verdade. Preencher cartão, confirmar reserva e lidar com política de cancelamento são passos que a maioria prefere revisar com alguém — por telefone, por mensagem ou pessoalmente.

Pra quem vende viagem, isso é uma oportunidade concreta: deixar a inteligência artificial cuidar da primeira pesquisa do cliente, e aparecer exatamente na hora em que ele precisa de confirmação. Entrar cedo demais na conversa cansa o cliente; entrar tarde demais perde ele pra outro canal.

Os Números Lado a Lado

A tabela reúne os principais achados das duas pesquisas citadas nesta matéria.

Indicador Resultado
Viajantes que pretendem usar IA pra planejar a viagem 89%
Viajantes que confiam plenamente na IA pra decidir 6%
Não deixariam um assistente virtual reservar/comprar por eles 66%
Brasileiros entusiasmados com IA em viagem 98%
Brasileiros que confiam totalmente na IA 12%

O Que Isso Significa pra Agência de Viagens

O cliente que chega pesquisando no chatbot ou comparando pacotes com IA não é um cliente perdido. Ele só quer validar com alguém antes de pagar — e esse alguém ainda pode ser o agente de viagens.

Isso muda o papel do atendimento: menos tempo respondendo pergunta repetida, mais tempo confirmando decisão e dando segurança. Um sistema que organize esse funil ajuda a separar quem já pesquisou sozinho de quem ainda precisa de ajuda do zero.

É nesse ponto de confirmação que a AceleraTour entra: organiza a conversa que já começou pela pesquisa, sem perder o cliente no meio do caminho.

Na prática, isso significa registrar de onde veio cada lead — se chegou já comparando preços ou ainda sem destino definido — e adaptar a primeira resposta a essa etapa. Cliente que já pesquisou não quer ouvir a introdução básica de novo; quer confirmação rápida e prazo claro.

Quem ignora essa diferença trata todo mundo do mesmo jeito, e isso custa venda. O cliente que já comparou três opções sozinho se sente mal atendido quando recebe a mesma explicação genérica de quem está pesquisando pela primeira vez.

O Que Esse Dado NÃO Muda

A pesquisa não diz que a inteligência artificial vai parar de crescer no turismo — o uso de ferramentas de busca e comparação só deve aumentar. O que ela mostra é que o fechamento, por enquanto, segue exigindo uma pessoa de confiança do outro lado.

Isso também não significa que todo cliente vai chegar pronto pra comprar. Uma parte ainda vai precisar de ajuda desde o início, sem ter usado nenhuma ferramenta antes. O atendimento precisa estar pronto pros dois perfis, não só pro mais tecnológico.

Perguntas frequentes

Quantos viajantes confiam na IA pra decidir uma viagem sozinha?

Só 6%, segundo a pesquisa global da Booking.com com 37 mil respondentes. 89% querem usar a tecnologia pra pesquisar, mas não pra decidir.

O Brasil confia mais em IA pra viagem do que o resto do mundo?

O entusiasmo é maior — 98% contra 91% da média global — e a confiança plena também, 12% contra 6%. Ainda assim, a maioria dos brasileiros não confia totalmente.

Os viajantes deixam um assistente virtual reservar a viagem sozinho?

Não, na maioria dos casos. 66% dos viajantes não deixariam um assistente virtual reservar ou comprar em nome deles, segundo pesquisa do Expedia Group.

Isso significa que a agência de viagens não precisa se preocupar com IA?

Não. Significa que o cliente chega até a agência de viagens já tendo pesquisado com IA, e espera que o atendimento humano confirme e dê segurança pra decisão.