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63% Já Usaram IA Pra Planejar Viagem em 2025, 80% Vão Usar em 2026: Sua Agência Está Preparada?

Mulher deitada na cama pesquisando viagem em um laptop, com chapéu, câmera e mapa ao redor
Antes de falar com uma agência, o viajante de 2026 já conversou com uma IA sobre o próprio roteiro.

Resumo rápido

63% dos brasileiros já usaram alguma ferramenta de IA para planejar ou durante uma viagem em 2025, e 80% dizem que vão recorrer à tecnologia em 2026. No mercado corporativo, agentes autônomos de IA já operam sozinhos processos inteiros de viagem — a VOLL projeta R$50 milhões em economia só neste ano. A pergunta não é mais “se” a IA vai entrar na jornada do seu cliente, é se a sua agência vai aparecer nela ou ficar de fora.

Tem um número que resume bem o momento do setor: mais da metade dos brasileiros que viajaram recentemente já abriu um chat de inteligência artificial antes de fechar pacote — para comparar destino, montar roteiro ou tirar dúvida sobre documentação. Não é mais early adopter testando novidade, é comportamento de massa se consolidando rápido.

O salto de 63% para 80% em um ano

Segundo reportagem do Movimento Econômico sobre como a IA muda o jogo das agências de viagens, 63% dos brasileiros utilizaram ferramentas de inteligência artificial no planejamento ou durante viagens em 2025, e 80% afirmam que pretendem recorrer à tecnologia em 2026 (Movimento Econômico, 2026). É um salto de 17 pontos percentuais projetado em apenas um ciclo — rápido demais para qualquer agência tratar isso como tendência distante.

O mesmo movimento aparece do lado das empresas: levantamento divulgado pelo SEGS mostra que 61% das empresas de turismo já testam IA agêntica em algum processo interno, sinal de que a adoção não é só do lado do consumidor final (SEGS, 2026). Isso conecta direto com o que já mostramos por aqui sobre como a IA agêntica já economizou R$60 milhões em viagens corporativas no Brasil: o dinheiro real já está migrando para quem usa a tecnologia bem.

Agentes autônomos já operam sozinhos — com resultado em reais

O exemplo mais concreto de para onde isso vai é a VOLL, agência de viagens corporativas que atende mais de 300 grandes corporações em mais de 20 países. Desde o início de 2026, a empresa opera três agentes de inteligência artificial autônomos em produção comercial, integrados ao VOLL Smart Hub — descrito como o primeiro marketplace de IA agêntica dedicado à gestão de viagens e despesas corporativas da região. Só em transações, o sistema já passou por mais de 850 mil usuários, e a projeção da própria empresa é gerar R$50 milhões em economia para seus clientes em 2026 (Movimento Econômico, 2026).

Agente de viagens sorrindo conversa com cliente em um escritório, laptop aberto na mesa
A IA assume tarefas repetitivas de pesquisa e cotação — mas é o atendimento humano que ainda fecha a decisão mais importante da viagem.

Vale reparar no que o caso da VOLL não diz: o agente autônomo cuida da parte operacional — cotação, roteirização, ajustes de política de viagem — não da relação com o cliente. Reportagem do Panrotas sobre como a inteligência artificial potencializa as vendas das agências de viagens reforça esse ponto: a IA vem assumindo funções que antes dependiam só de equipe humana, como atendimento inicial e recomendação de destinos, mas isso libera tempo do consultor para o que só humano resolve bem (Panrotas, 2026).

O risco de ficar invisível pra quem pesquisa com IA

Se 80% dos viajantes vão usar IA para pesquisar em 2026, a pergunta prática vira: essas ferramentas recomendam sua agência ou nem sabem que ela existe? Esse é exatamente o ponto que já detalhamos no artigo sobre como ser citada sem link vira sinal de confiança para a IA recomendar sua agência antes do concorrente. Presença digital estruturada — conteúdo claro, dados corretos, avaliações reais — virou pré-requisito para aparecer na resposta de um chat de IA, não só no Google tradicional.

Uma forma simples de saber onde sua agência está nesse jogo hoje é testar na prática. Publicamos recentemente um roteiro de 5 perguntas para descobrir se a IA recomenda sua agência — vale rodar esse teste antes de investir qualquer verba nova em marketing, porque não adianta atrair mais gente pro topo do funil se a etapa de pesquisa por IA já filtra sua agência para fora antes mesmo do primeiro contato.

O que fazer com esse dado esta semana

Três frentes práticas para não ficar para trás nessa curva de adoção:

1. Assuma que o cliente já pesquisou com IA antes de te procurar. Isso muda o roteiro de atendimento: em vez de explicar o básico do destino, o consultor pode ir direto para o que a IA não resolve — negociação, personalização fina, resolução de imprevisto.

2. Automatize o que é repetitivo, não o relacionamento. O caso VOLL mostra bem essa linha: cotação e ajuste de roteiro podem rodar com IA; a conversa que fecha a venda continua precisando de humano com contexto real do cliente.

3. Centralize os dados do lead num só lugar. Quando IA e humano dividem o atendimento, o risco de perder contexto do cliente é alto se cada canal guarda informação separada. Ter todo o histórico organizado num único CRM evita repetir pergunta e perder venda por desorganização.

Por que isso é também uma questão de CRM, não só de IA

A adoção de IA pelo consumidor de viagem só vira vantagem real para a agência que consegue captar esse lead qualificado e não deixá-lo esfriar depois. De nada adianta a IA trazer um viajante já convencido do destino se, do outro lado, a resposta demora horas ou o histórico da conversa se perde entre WhatsApp, e-mail e planilha. A AceleraTour existe justamente para essa ponte: um sistema de marketing e CRM que organiza cada lead vindo de qualquer canal — inclusive os que chegam já filtrados por uma busca de IA — num fluxo único, com resposta rápida e histórico completo à mão do consultor.

O salto de 63% para 80% não é projeção distante, é o próximo ciclo de vendas. Agências que tratarem isso como mudança de comportamento — e não como modismo passageiro — vão gastar menos energia convencendo o cliente do destino e mais energia fechando negócio.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros já usam IA para planejar viagem?

63% usaram alguma ferramenta de IA no planejamento ou durante uma viagem em 2025, e 80% pretendem usar em 2026, segundo o Movimento Econômico.

Agentes autônomos de IA já substituem o agente de viagens humano?

Não. Casos como o da VOLL mostram que a IA assume tarefas operacionais — cotação, roteirização, ajustes de política — enquanto o atendimento consultivo e a negociação continuam dependendo de humano.

Como saber se a IA recomenda minha agência?

É possível testar perguntando diretamente a ferramentas de IA sobre agências de viagem na sua região ou nicho. Publicamos um roteiro de 5 perguntas específico para esse teste no blog.

Por que um CRM é importante se o cliente já chega decidido pela IA?

Porque um lead qualificado se perde rápido se a resposta demora ou o histórico da conversa fica espalhado entre canais. Um CRM centralizado garante que esse interesse já “aquecido” pela IA não esfrie por desorganização interna.