
Resumo rápido
A Pesquisa Radar Febraban, feita entre 21 e 26 de setembro de 2026, mostrou que 11% dos brasileiros entrevistados pretendem usar recursos extras para viajar — superando, pela primeira vez desde junho, a intenção de comprar um carro. O dado aparece junto com outra tendência forte: segundo estudo da Booking.com, 59% dos viajantes brasileiros planejam ao menos uma viagem em família no próximo ano, e 32% já pensam em grupos multigeracionais. Para agências, isso significa: a demanda represada existe, mas ela é cada vez mais em grupo — e quem não adaptar oferta e atendimento pra isso perde a corrida.
O carro perdeu a corrida (pela primeira vez em meses)
Não é todo mês que um dado muda a ordem de prioridade de consumo dos brasileiros. Segundo a Pesquisa Radar Febraban, realizada entre 21 e 26 de setembro de 2026, 11% dos entrevistados afirmaram que pretendem investir recursos extras em viagens — superando, pela primeira vez desde junho, a intenção de comprar um automóvel. Não é um número gigante isoladamente, mas é um sinal de mudança de comportamento: viagem deixou de ser o “sonho distante” e voltou a competir de igual pra igual com os itens de consumo mais tradicionais do orçamento familiar.
Esse movimento não é isolado. Ele aparece junto com outro dado relevante: pesquisas recentes mostram que consumidores brasileiros estão cada vez mais estratégicos na forma como reservam — aproveitando períodos de menor demanda e reservas de última hora, com quem reserva entre zero e sete dias antes do embarque pagando, em média, até 48% menos do que quem reserva com mais de quatro meses de antecedência.
Pra quem vende viagem, esse comportamento é ambíguo: por um lado, é um sinal de que o interesse voltou a existir de forma concreta, não só como desejo abstrato de “um dia eu viajo”. Por outro, mostra um consumidor mais disposto a esperar o momento certo do preço — o que significa que a decisão de compra pode levar mais tempo do que antes, e que uma agência sem processo de acompanhamento de médio prazo corre o risco de perder justamente o cliente que só estava esperando a oferta certa aparecer.
A demanda que está voltando é em grupo
Se o dinheiro está voltando pra viagem, ele está voltando com companhia. Um estudo da Booking.com sobre viagens em grupo no Brasil mostra que 59% dos viajantes brasileiros pretendem fazer pelo menos uma viagem com o núcleo familiar no próximo ano, e 32% já planejam viagens em grupos multigeracionais — avós, pais e filhos viajando juntos, muitas vezes dividindo custos e decisão de compra entre várias pessoas.
Isso muda a forma como uma agência precisa vender. Uma cotação para “2 adultos” não serve mais como padrão único — o processo comercial precisa dar conta de orçamentos com várias partes interessadas, decisão compartilhada, e prazos de resposta que envolvem mais de uma pessoa dando o sim. Quem ainda trata cada lead como uma decisão individual e rápida está subestimando o tamanho real da oportunidade.

Por que isso é uma janela, não só uma estatística
A ABAV Expo 2026, marcada para o final de setembro em São Paulo, colocou a inovação tecnológica como um dos pilares centrais do evento, reunindo startups e plataformas de automação, pagamentos e gestão de dados voltadas para agentes de viagem. O motivo é direto: quando a demanda volta com mais volume e mais complexidade (grupos, decisões compartilhadas, comparação de preço entre múltiplos fornecedores), a agência que consegue responder rápido e organizar essa demanda sai na frente — a que ainda depende de planilha e memória, não.
Isso se conecta diretamente com o que já mostramos sobre por que o cliente que já viajou com você vale mais que um lead novo: se o orçamento familiar voltou a ter espaço pra viagem, sua própria base de clientes antigos — que já confia na sua agência — é o primeiro lugar pra buscar essa demanda represada, antes mesmo de investir em captação de leads novos.
Vale notar que esse tipo de evento não muda o mercado sozinho — ele reflete uma corrida que já está em andamento. Quando fornecedores de tecnologia, meios de pagamento e automação concentram esforço num mesmo momento do calendário, é porque o volume de demanda do lado do consumidor já justifica esse investimento. Pra agência pequena e média, isso é mais um indício de que vale a pena revisar processo antes que a concorrência local perceba a mesma janela.
Como se preparar para captar essa demanda
Três movimentos práticos fazem sentido diante desse cenário:
- Revisar o processo comercial para decisão em grupo: cotações que sirvam como base de discussão entre várias pessoas da família, não só uma resposta fechada e individual. Isso pode significar enviar 2 ou 3 opções de pacote com faixas de preço diferentes, já pensando que quem decide não é uma pessoa só, mas um grupo com prioridades distintas dentro da mesma viagem.
- Reativar a base existente antes de competir por lead novo: clientes que já viajaram com a agência decidem mais rápido e custam menos para converter do que tráfego frio, porque a confiança já foi construída numa experiência anterior. Uma mensagem simples perguntando se a família já está pensando na próxima viagem costuma reabrir conversas que pareciam encerradas.
- Ter resposta rápida como prioridade operacional: com mais gente pesquisando preço ao mesmo tempo em várias agências, quem demora a responder perde a primeira impressão — e muitas vezes a venda. Isso vale ainda mais quando a decisão é em grupo: se a primeira resposta demora, é a primeira agência que vira a referência de comparação de preço pra todo o grupo, mesmo que não feche com ela.
Nenhum desses pontos depende de reinventar a operação do zero. Depende de organizar o que já existe: base de clientes, histórico de conversas e velocidade de resposta, com apoio de um AceleraTour que centraliza tudo isso em um só lugar em vez de espalhado entre WhatsApp, planilha e memória da equipe. Quando o volume de demanda aumenta — como sugere o próprio dado da pesquisa Febraban —, é justamente esse tipo de organização que decide se a agência consegue absorver o crescimento ou se acaba perdendo orçamentos por simples falta de capacidade de resposta.
Perguntas frequentes
Qual pesquisa mostrou que viagem superou carro na intenção de consumo do brasileiro?
A Pesquisa Radar Febraban, realizada entre 21 e 26 de setembro de 2026, mostrou que 11% dos entrevistados pretendem investir recursos extras em viagens, superando a intenção de comprar carro pela primeira vez desde junho.
Quantos brasileiros pretendem viajar em grupo familiar em 2026?
Segundo estudo da Booking.com, 59% dos viajantes brasileiros pretendem fazer ao menos uma viagem com o núcleo familiar, e 32% já planejam viagens em grupos multigeracionais.
O que muda no processo de vendas quando a decisão é em grupo?
A cotação precisa servir como base de discussão entre várias pessoas, e o processo comercial precisa lidar com prazos de resposta mais longos, já que a decisão envolve mais de uma pessoa.
Por onde uma agência deve começar para aproveitar essa demanda?
Pela própria base de clientes que já viajou com a agência antes — ela converte mais rápido e custa menos do que buscar apenas leads novos.
