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Sua Agência Também Pode Subir de Ranking: o Que o Salto do Brasil no Índice Global de Atratividade Ensina Sobre Marketing Digital

Vista aérea da Ponte Estaiada e do horizonte de São Paulo em dia ensolarado
São Paulo subiu 11 posições em um ranking global de atratividade turística — e a métrica por trás disso é redes sociais.

Resumo rápido

Em setembro de 2026, a Embratur divulgou que São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília subiram no Índice Global de Atratividade de Cidades Turísticas, da Yanolja Research — um ranking baseado em engajamento e menções em redes sociais, não em número de visitantes. Pra sua agência, o recado é direto: se o destino que você vende não aparece nas redes, ele perde relevância antes mesmo do turista pesquisar preço.

O Que Aconteceu: Brasil Sobe no Ranking Global de Atratividade Turística

A edição de agosto da newsletter Dadosfera, da Embratur, trouxe um dado que passou batido pela maioria das agências de viagem, mas que tem implicação direta em marketing digital: no Índice Global de Atratividade de Cidades Turísticas, elaborado pela Yanolja Research, São Paulo saltou da 40ª para a 29ª posição, o Rio de Janeiro avançou da 58ª para a 52ª, e Brasília deu o salto mais expressivo, saindo da 103ª para a 53ª colocação — segundo reportagem da PANROTAS. No mesmo levantamento, a chegada de turistas por via aérea já cresceu 11,5% em 2026, ultrapassando 3,6 milhões de entradas, e o país registrou US$ 6,54 bilhões em receita de turismo internacional entre janeiro e julho.

O detalhe que muda tudo pra quem trabalha com marketing de agência está no método: esse índice não mede quantos turistas efetivamente visitaram cada cidade — ele mede engajamento e menções em redes sociais, conforme detalha a cobertura da Rota Bioceânica sobre a mesma edição da newsletter. Ou seja: a atratividade de um destino, hoje, é medida por quanto ele aparece — e é comentado — no feed de quem viaja.

Por Que Esse Índice é Medido por Engajamento em Redes Sociais

Isso não é um detalhe metodológico irrelevante. É o mesmo princípio por trás da mudança que já vínhamos cobrindo aqui: cada vez mais, a decisão de viagem nasce de conteúdo visto em rede social, não de busca ativa. Já mostramos como isso afeta diretamente o funil de vendas no artigo sobre como organizar no CRM os leads que chegam pelo Instagram e TikTok — o comportamento de descoberta mudou, e agora até um índice internacional de atratividade turística está sendo recalculado em cima disso.

Pra uma agência de viagens, isso significa que o destino “forte” no imaginário do cliente não é necessariamente aquele com mais atrativos históricos — é aquele que está sendo mais mostrado, com mais frequência e mais engajamento, nas redes de quem viaja. Um roteiro pra Brasília, por exemplo, historicamente associado a viagem corporativa e não a lazer, sobe 50 posições no índice global no mesmo período em que a cidade começa a aparecer mais em conteúdo turístico nas redes — o que é evidência de que percepção de destino muda mais rápido pela vitrine social do que pela realidade estrutural da cidade.

Turista fotografando um destino com o celular para postar nas redes sociais
Cada foto postada por um viajante é, hoje, parte do que compõe a atratividade oficial de um destino.

O Que Isso Ensina Pra Sua Agência: o Destino Que Não Aparece nas Redes Não Vende

Se a atratividade de uma cidade inteira é hoje medida por engajamento social, a atratividade da sua agência segue a mesma lógica em escala menor. Isso reforça um ponto que já tratamos no artigo sobre otimização para buscas com IA: presença digital deixou de ser “bônus” de marketing e virou o próprio critério de descoberta, seja por um algoritmo de rede social, por um mecanismo de busca generativa ou, como neste caso, por um índice internacional de turismo.

Na prática, isso muda a prioridade de quem cuida do marketing da agência: em vez de tratar redes sociais como vitrine de vendas direta (“compre este pacote”), vale tratá-las como o principal termômetro de quais destinos estão subindo de relevância — e antecipar isso na hora de montar roteiros e campanhas. Um destino que está ganhando tração social, mesmo sem ainda ter virado “óbvio” no mercado, é oportunidade de posicionamento antes da concorrência perceber. A feira Avirrp 2026, coberta em outro artigo daqui do blog, reforçou exatamente esse movimento: agências que anteciparam tendência de destino, em vez de só reagir a ela, fecharam mais caravanas.

Como Colocar Isso em Prática Sem Depender só do Instagram

Monitorar esse tipo de sinal não precisa significar postar mais — significa postar com mais intenção, cruzando dado externo (como o índice da Embratur) com o que já está funcionando na própria base de leads. Um caminho prático:

— Acompanhar, uma vez por mês, quais destinos brasileiros estão subindo em rankings e notícias de turismo, e usar isso pra priorizar pauta de conteúdo, não só reagir à sazonalidade óbvia (verão, feriado).
— Cruzar esse dado com o histórico de interesse dos próprios leads no CRM: se Brasília está subindo em atratividade e sua base já demonstrou interesse em viagem a trabalho, isso é gatilho de campanha, não coincidência.
— Tratar cada comentário, salvamento e compartilhamento de post sobre destino como um dado de mercado, não só como métrica de vaidade — é literalmente esse tipo de sinal que compõe índices como o da Yanolja Research.
— Medir a evolução de percepção de destino ao longo de meses, não de uma campanha isolada — atratividade de cidade muda por acúmulo de menção, não por um post único.

Cruzar dado de tendência externa com o comportamento real da própria base de leads é justamente o tipo de organização que a AceleraTour ajuda a estruturar dentro do CRM da agência, conectando o que a rede social já está mostrando com quem, na sua base, está pronto pra fechar aquela viagem.

O salto de São Paulo, Rio e Brasília no índice da Yanolja Research não é só uma boa notícia pro turismo brasileiro em geral — é um lembrete concreto de que atratividade de destino, hoje, se mede (e se constrói) nas redes sociais antes de se confirmar em qualquer outro indicador. Agência que entende isso primeiro tem argumento de venda antes da concorrência perceber a mudança.

Perguntas frequentes

O que é o Índice Global de Atratividade de Cidades Turísticas?

É um ranking elaborado pela Yanolja Research que mede a atratividade de destinos turísticos com base em engajamento e menções em redes sociais, e não apenas em número de visitantes. A Embratur divulgou os resultados na edição de agosto de 2026 da newsletter Dadosfera.

Quais cidades brasileiras subiram no ranking?

São Paulo saiu da 40ª para a 29ª posição, o Rio de Janeiro avançou da 58ª para a 52ª, e Brasília teve o salto mais expressivo, da 103ª para a 53ª colocação.

Por que esse índice importa para o marketing de uma agência de viagens?

Porque mostra que a atratividade de um destino é cada vez mais definida por presença e engajamento em redes sociais, o mesmo princípio que deveria guiar a estratégia de conteúdo e campanha de uma agência.

Como uma agência pequena pode aproveitar essa tendência sem grande investimento?

Acompanhando mensalmente quais destinos estão ganhando tração em rankings e notícias de turismo, e cruzando isso com o histórico de interesse já registrado na própria base de leads no CRM, priorizando pauta de conteúdo com base em dado real, não só em sazonalidade.