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40% dos Brasileiros Usam Crédito pra Viajar: o Que Isso Muda na Estratégia de Vendas da Sua Agência

Mão segurando cartão de crédito enquanto digita no laptop para pagar uma compra online
Quase metade dos brasileiros recorre ao crédito pra fechar a viagem — e isso muda como sua agência precisa vender

Resumo rápido

Um novo levantamento sobre o padrão de consumo do brasileiro em 2026 mostra que 40% usam crédito pra viajar e 35% parcelam a viagem no cartão — enquanto o turismo doméstico ganha espaço frente às viagens internacionais. Pra agência de viagem, isso significa que a forma de apresentar preço e parcelamento pesa tanto quanto o destino em si na hora de fechar a venda.

O brasileiro mudou a forma de pagar a viagem, não só o destino

Um levantamento recente sobre padrões de consumo em turismo mostra um dado que qualquer agência de viagem deveria estar acompanhando de perto: cerca de 40% dos brasileiros recorrem ao crédito para custear viagens, e aproximadamente 35% utilizam o parcelamento, principalmente no cartão de crédito, segundo reportagem do Mercado & Eventos sobre o novo padrão de consumo em 2026. Não é um detalhe operacional — é um sinal de que o preço à vista deixou de ser a única forma de decisão de compra em viagem, e que a forma como a agência apresenta as condições de pagamento pode ser tão decisiva quanto o roteiro oferecido.

Esse movimento acontece junto com outra mudança de comportamento: o turismo doméstico e os deslocamentos terrestres estão ganhando espaço, e cresce a preferência por hospedagens que concentram serviços e atividades no mesmo local — em vez de roteiros fragmentados em múltiplos fornecedores. Isso reforça um padrão de viajante que busca previsibilidade de custo tanto no destino quanto na forma de pagar.

Turismo doméstico não é “plano B” — é estratégia

O dado de crédito e parcelamento não existe isolado. Ele acontece no mesmo momento em que o turismo doméstico brasileiro segue crescendo de forma consistente e deve movimentar cerca de US$ 222,3 bilhões em 2026, uma alta de 2,3% frente ao ano anterior. E o comportamento de busca confirma isso: o turismo doméstico já representa quase 85% do interesse registrado no Airbnb para o período, segundo a própria Airbnb em seu relatório de tendências de viagem para 2026.

Pra agência de viagem, a leitura prática é direta: quem só monta pacote internacional de alto ticket está deixando dinheiro na mesa. O mesmo cliente que parcela uma viagem doméstica em 6x hoje é o cliente que volta pra fechar o pacote internacional daqui a um ano — desde que a experiência de compra e o relacionamento pós-venda sejam bons o suficiente pra ele voltar. É exatamente o raciocínio por trás da régua de relacionamento que já detalhamos no artigo sobre o pós-venda automático que toda agência esquece de fazer: reter e reengajar quem já comprou custa muito menos do que captar cliente novo.

Família sentada no porta-malas do carro na praia, mostrando viagem doméstica de carro
Viagem doméstica de carro virou destino de peso, não coadjuvante do roteiro internacional

O que muda na hora de apresentar preço pro cliente

Se quase metade do público usa crédito ou parcelamento pra fechar a viagem, esconder ou empurrar a conversa sobre condições de pagamento pro final do atendimento é um erro estratégico. O caminho mais eficaz é o oposto: apresentar o valor parcelado junto com o valor total já na primeira proposta, do mesmo jeito que loja de varejo faz com “12x sem juros” estampado no preço. Isso reduz a fricção psicológica de uma viagem que parece cara quando mostrada só no valor cheio.

Isso também muda o roteiro da conversa de vendas. Em vez de fechar com “vou te mandar o valor”, a agência que já testa esse modelo apresenta duas ou três opções de parcelamento junto com o pacote — e deixa claro qual delas cabe melhor no perfil daquele cliente. Isso só funciona, porém, se a resposta chegar rápido: como já mostramos no artigo sobre o custo real de demorar pra responder no WhatsApp, quem demora responde perde a venda pra quem respondeu primeiro — e isso vale ainda mais quando o cliente está comparando condição de pagamento entre duas agências ao mesmo tempo.

O contexto maior: viagem corporativa cresce junto com viagem parcelada

Vale contextualizar esse dado dentro do cenário mais amplo do turismo brasileiro em 2026. Como já mostramos no artigo sobre o crescimento de 13,8% nas viagens corporativas, o mercado de viagem no Brasil está aquecido em várias frentes ao mesmo tempo — corporativo, doméstico e de lazer parcelado. Isso significa que não existe um único “cliente ideal” pra agência mirar em 2026: existe uma base de clientes com perfis de pagamento e motivação diferentes, e quem consegue atender bem a todos eles ao mesmo tempo — com CRM organizado, follow-up automático e proposta de pagamento clara — tem vantagem real sobre quem trata todo lead do mesmo jeito. Ferramentas como a AceleraTour ajudam justamente a organizar esse funil sem perder o timing de resposta que faz a diferença entre fechar ou perder a venda.

Como aplicar isso na prática esta semana

O ajuste mais rápido de implementar é revisar o script de vendas e o material de propostas pra sempre incluir o valor parcelado ao lado do valor total, com destaque visual equivalente. O segundo passo é treinar quem atende pra oferecer ativamente as opções de parcelamento, em vez de esperar o cliente perguntar — muita venda se perde porque o cliente nunca soube que dava pra parcelar. E o terceiro é acompanhar, mês a mês, qual fatia das vendas fechadas usou parcelamento: esse número sozinho já indica se vale reforçar ainda mais essa comunicação.

Perguntas frequentes

Vale a pena oferecer parcelamento se isso reduz a margem da agência?

Na maioria dos casos sim, porque o parcelamento não reduz o valor recebido pela agência — normalmente é o cliente que paga os juros da operadora do cartão. O que muda é a percepção de custo do cliente, não a margem da agência.

Turismo doméstico realmente compensa tanto quanto o internacional?

Em volume, sim — o turismo doméstico deve movimentar cerca de US$ 222,3 bilhões em 2026 no Brasil, e representa quase 85% do interesse de busca no Airbnb. É um mercado de alto volume que muitas agências ainda subestimam.

Como sei se devo destacar mais o parcelamento nas minhas propostas?

Acompanhe por um mês qual porcentagem das vendas fechadas usou parcelamento. Se esse número for próximo ou maior que os 35% médios do mercado, vale reforçar essa comunicação já na primeira proposta enviada ao cliente.

Isso muda o jeito de atender lead corporativo também?

Parcialmente. Viagem corporativa costuma ter outro processo de pagamento (faturamento, centro de custo), mas o princípio de apresentar condições claras e responder rápido vale para os dois perfis de cliente.