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Turismo esportivo: 46% dos brasileiros querem viajar pra praticar esporte em 2026 — como sua agência vende essa onda

Estádio de futebol lotado de torcedores durante uma partida
Quase metade dos brasileiros já pensa em viajar em 2026 só pra praticar ou assistir esporte de perto.

Resumo rápido

Um levantamento da Maximum Boxing, divulgado em maio de 2026 (500 entrevistados, margem de erro de 3,3 pontos percentuais), mostra que 46,6% dos brasileiros têm interesse em viajar pra praticar esporte até o fim de 2026, e 54,8% querem viajar pra assistir a eventos esportivos ao vivo — puxados também pela proximidade da Copa do Mundo. Futebol lidera o interesse, seguido por esportes de luta, vôlei (21,4%), corridas e maratonas (20,4%) e esportes de natureza como surf e trilha (16%). O fator decisivo pra esse público ainda é o preço: 32,2% apontam o valor da viagem como o critério mais importante. Pra sua agência, é um público com motivo de compra muito claro — um evento, uma data, um destino —, o que facilita bastante a venda.

Julho já mostrou que a demanda por viagem segue forte mesmo fora da alta temporada tradicional, e agora um novo dado ajuda a explicar parte desse movimento: o esporte virou um motivo de viagem tão forte quanto destino ou preço, sozinho. Não é mais só o torcedor que segue o time pra fora — é o brasileiro comum decidindo viajar porque tem uma maratona, uma luta ou um jogo que ele quer viver de perto.

O que a pesquisa mostra

O levantamento foi feito pela Maximum Boxing e reproduzido pelo jornal Brasilturis, ouvindo 500 brasileiros maiores de 18 anos conectados à internet, em todas as regiões do país, com índice de confiança de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais. O resultado: 46,6% dos entrevistados têm interesse em viajar pra praticar esportes até o fim de 2026, seja por hobby pessoal (surf, trilha, ciclismo) ou pra competir. Outros 54,8% querem viajar só pra assistir a eventos esportivos ao vivo. Segundo William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing, “o esporte passou a ser um dos grandes motivadores de viagem. Hoje, o brasileiro não quer apenas assistir, mas viver a experiência, seja treinando, competindo ou se conectando com outras pessoas que compartilham o mesmo interesse”.

Por que o brasileiro viaja atrás do esporte

Os motivadores por trás dessas viagens ajudam a entender como vender esse tipo de pacote: entretenimento e diversão lideram, com 59,8% das respostas, seguidos por adrenalina e emoção (48,2%), conexão com amigos ou torcida (29,6%) e realização pessoal (28,4%). Uma parcela menor, mas relevante, viaja por bem-estar e recuperação física e mental (16,4%) ou por interesse em cursos, workshops e graduações esportivas (11,8%). Ou seja: nem todo turista esportivo quer competir — uma boa parte só quer viver algo junto com outras pessoas que compartilham o mesmo interesse, o que abre espaço pra vender experiência, não só ingresso.

Grupo de corredores participando de uma maratona em uma cidade
Corridas e maratonas já respondem por 20,4% do interesse em turismo esportivo entre os brasileiros.

Que modalidades puxam essa demanda

O futebol aparece como a modalidade que mais motiva viagens, puxado por campeonatos nacionais e internacionais. Na sequência vêm os esportes de luta (boxe, MMA, muay thai), que atraem pela possibilidade de imersão cultural e aproximação com atletas. Depois aparecem vôlei (21,4%), corridas e maratonas (20,4%) e esportes de natureza como surf, trilha e escalada (16%). É uma lista bem mais ampla do que só torcer pro time — cobre desde quem quer correr sua primeira meia-maratona fora de casa até quem quer assistir a uma luta de perto.

Onde esse turista quer ir

No Brasil, os destinos mais associados ao turismo esportivo são Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia — estados com calendário esportivo intenso e infraestrutura pronta pra grandes eventos. No exterior, os destinos mais desejados são Estados Unidos (puxado por NFL, NBA e UFC), Espanha, França, Argentina, Inglaterra, Itália e Japão — Espanha e Inglaterra concentram atenção principalmente por causa do futebol europeu. Mesmo com esse apelo internacional, o preço segue sendo o fator mais decisivo: 32,2% dos entrevistados apontam o valor da viagem como o elemento mais importante na hora de escolher um evento esportivo pra viajar.

Como sua agência vende turismo esportivo

O primeiro passo é montar pacote ancorado em calendário de evento — data da maratona, do campeonato, da luta —, em vez de só empurrar destino. Data fixa de evento cria urgência de verdade, sem precisar forçar nada: o evento não espera o cliente decidir com calma. Segundo, aproveitar esse público pra reforçar vendas fora do pico: já mostramos aqui como vender destino fora do radar na baixa temporada de agosto, e o calendário esportivo (corridas de rua, campeonatos estaduais, torneios de surf) é uma fonte natural de motivo de viagem que não depende da alta temporada tradicional.

Terceiro, montar o pacote como experiência completa — ingresso, hospedagem perto do evento e traslado —, não só passagem solta, porque é isso que os dados de conexão com amigos ou torcida (29,6%) e realização pessoal (28,4%) estão pedindo: gente que quer viver aquilo junto com outras pessoas, sem se preocupar com logística. E, já que o preço segue sendo o critério mais citado (32,2%), vale usar o mesmo raciocínio de parcelamento que já indicamos por aqui, deixando claro desde a cotação quantas parcelas cabem até a data do evento.

Perguntas frequentes

O que é turismo esportivo?

É a viagem motivada por esporte — seja pra praticar (correr, surfar, competir) ou pra assistir a um evento ao vivo (jogo, luta, campeonato). Segundo levantamento da Maximum Boxing, 46,6% dos brasileiros têm interesse em viajar pra praticar esporte até o fim de 2026, e 54,8% querem viajar pra assistir a eventos ao vivo.

Qual o principal motivador de quem viaja atrás do esporte?

Entretenimento e diversão lideram, com 59,8% das respostas, seguidos por adrenalina e emoção (48,2%), conexão com amigos ou torcida (29,6%) e realização pessoal (28,4%).

Quais os destinos mais procurados pra turismo esportivo?

No Brasil, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia. No exterior, Estados Unidos, Espanha, França, Argentina, Inglaterra, Itália e Japão.

Como uma agência pequena pode começar a vender turismo esportivo?

Montando pacotes ancorados em datas de eventos (corridas, campeonatos, lutas) como experiência completa — ingresso, hospedagem e traslado — e deixando claro o parcelamento até a data do evento, já que o preço é o fator mais decisivo pra esse público.