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225 Travel Techs Depois, Sua Agência Ainda Fecha Venda Por Telefone e Planilha?

Notebook sobre mesa de madeira mostrando site de reserva de voo, representando travel techs no Brasil
225 empresas de tecnologia de viagem depois, boa parte do mercado ainda fecha venda por telefone e planilha.

Resumo rápido

Um levantamento da Loupit mapeou 225 travel techs em operação no Brasil, distribuídas em 16 categorias — e ainda assim, segundo a mesma pesquisa, boa parte das compras corporativas de viagem continua acontecendo por telefone, e-mail e planilha. O mercado de tecnologia para turismo nunca foi tão grande, mas a adoção real dentro das agências ainda é o gargalo.

O Brasil tem 225 travel techs — e a maioria das agências não usa nenhuma direito

O Panorama Travel Techs 2026, desenvolvido pela Loupit e divulgado em setembro pelo Mercado&Eventos, mapeou 225 empresas, marcas e soluções de tecnologia dedicadas ao setor de viagens no Brasil, organizadas em 16 categorias. Tecnologia para Turismo lidera com 56 empresas, seguida por Mobilidade (33), Viagens Corporativas (24), Agências de Viagem Online (21) e Eventos (17).

O número impressiona por si só, mas o dado mais revelador da pesquisa está na entrelinha: apesar de o Brasil ter um dos ecossistemas de travel tech que mais cresce no mundo, uma parte relevante das compras corporativas de viagem ainda acontece por telefone, e-mail e planilha — exatamente os três canais que uma travel tech deveria substituir. Como já mostramos aqui no blog, isso não é exclusividade do mercado corporativo: agências de viagem de todos os portes ainda vivem de planilha e WhatsApp, e pagam por isso em leads perdidos todos os meses.

Por que ter tecnologia disponível não é a mesma coisa que usá-la

Segundo a mesma cobertura da pesquisa, publicada também pelo Panrotas sobre o estudo da Loupit, o Business Travel Index 2026 da Global Business Travel Association (GBTA) projeta US$ 35,8 bilhões em gastos com viagens corporativas no Brasil neste ano, colocando o país entre os dez maiores mercados do mundo, com crescimento estimado de 13,8% — quase o dobro da média global de 7,2%.

Esse crescimento acontece justamente porque a inteligência artificial deixou de ser uma camada acessória e passou a atuar no núcleo dos produtos de travel tech: precificação, detecção de fraude em despesas e recomendações dentro da política da empresa. Só que tecnologia embarcada no produto não resolve nada se a agência continuar registrando o lead numa planilha e decidindo manualmente quem responde primeiro. O gargalo não está na oferta de ferramentas — está na organização interna de quem vende.

Pilha de pastas e documentos de papel empilhados em mesa de escritório, representando controle manual de leads
Enquanto o mercado de travel tech cresce dois dígitos, boa parte da rotina comercial ainda depende de papel e planilha.

O que a explosão de travel techs muda pra sua agência hoje

Não é preciso ser uma gestora de viagens corporativas de grande porte para sentir o efeito dessa mudança. Três consequências práticas já chegam nas agências de qualquer tamanho:

A régua de comparação subiu. Clientes que interagem com apps de reserva modernos em outras compras — hotel, carro, evento — passam a esperar o mesmo nível de agilidade quando falam com uma agência de viagens sobre um pacote. Uma resposta que demora horas porque o vendedor precisa abrir três abas e uma planilha para montar o orçamento perde a comparação antes mesmo de começar.

A inteligência artificial está entrando na operação, não só no marketing. Aqui no blog já mostramos como a VOLL lançou uma IA agêntica que já opera sozinha em transações reais de viagens corporativas, com mais de 850 mil usuários passando por essas transações e economia projetada de R$ 50 milhões para os clientes só em 2026 — um sinal de que agentes autônomos deixaram de ser promessa e passaram a fazer parte do dia a dia de quem vende viagem, ainda que a agência seja pequena e nunca tenha ouvido falar da VOLL diretamente.

O exemplo é grande, mas o princípio vale para qualquer porte de operação: uma agência de três vendedores não vai construir uma IA agêntica própria, mas pode aplicar a mesma lógica em escala menor — deixar que o sistema decida sozinho qual lead precisa de resposta agora, sem esperar alguém abrir a planilha para descobrir.

Organização interna virou pré-requisito, não diferencial. Não adianta ter acesso a 225 fornecedores de tecnologia se o CRM da agência não sabe automaticamente qual lead está esperando resposta há mais tempo, qual orçamento venceu prazo ou qual cliente já comprou antes. A tecnologia do mercado evoluiu; a organização interna de muitas agências ficou para trás.

De planilha pra sistema: o primeiro passo realista

A boa notícia é que sair da planilha não exige contratar uma solução corporativa das 24 empresas de Viagens Corporativas listadas na pesquisa da Loupit. Para a maioria das agências de médio e pequeno porte, o ganho já aparece com um CRM pensado especificamente para o fluxo de vendas do turismo: um lugar único onde cada lead entra automaticamente, cada orçamento tem prazo e dono, e cada follow-up é disparado sem depender de alguém lembrar de abrir a planilha certa.

É essa a diferença entre “ter tecnologia disponível no mercado” e “usar tecnologia na rotina”: a primeira é um dado de pesquisa, a segunda é o que decide se um lead vira venda ou se perde entre uma aba do navegador e outra. A AceleraTour foi construída exatamente pra fechar essa distância nas agências que não têm um time de TI dedicado para escolher entre 225 opções — só precisam de uma que funcione desde o primeiro dia.

O risco de ficar de fora dessa curva

O crescimento de 13,8% projetado para o mercado de viagens corporativas brasileiro, quase o dobro da média mundial, não é um dado abstrato: é volume de negócio que vai passar pelas mãos de quem estiver organizado para atendê-lo rápido. Agências que continuarem tratando cada lead como uma linha de planilha vão sentir a diferença primeiro no tempo de resposta, depois na taxa de conversão, e por fim no espaço que perdem para operadoras que já automatizaram esse fluxo.

A pesquisa da Loupit não é um alerta sobre falta de opção de tecnologia — é o oposto. Nunca houve tantas ferramentas disponíveis para quem vende viagem no Brasil. O que separa quem cresce 13,8% ao ano de quem fica para trás não é o acesso à tecnologia, é a decisão de efetivamente sair da planilha antes que o concorrente saia primeiro.

Perguntas frequentes

O que é o Panorama Travel Techs 2026 da Loupit?

É um levantamento que mapeou 225 empresas de tecnologia voltadas ao setor de viagens em operação no Brasil, organizadas em 16 categorias, divulgado em setembro de 2026.

Qual categoria de travel tech tem mais empresas no Brasil?

Tecnologia para Turismo lidera com 56 empresas, seguida por Mobilidade (33), Viagens Corporativas (24), Agências de Viagem Online (21) e Eventos (17).

Por que muitas agências ainda usam planilha mesmo com tanta tecnologia disponível?

Porque ter acesso a ferramentas no mercado não é o mesmo que adotar uma na rotina. A mudança exige decisão organizacional, não apenas disponibilidade de fornecedores.

Uma agência pequena precisa de um sistema corporativo de viagens para sair da planilha?

Não. Um CRM voltado para o fluxo de vendas do turismo já resolve o principal problema — centralizar leads, prazos e follow-ups — sem a complexidade de uma solução pensada para grandes departamentos de viagens corporativas.

Qual o tamanho do mercado de viagens corporativas no Brasil em 2026?

O Business Travel Index 2026 da GBTA projeta US$ 35,8 bilhões em gastos com viagens corporativas no Brasil neste ano, com crescimento estimado de 13,8%, quase o dobro da média global de 7,2%.